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D. Manuel Linda: "O Religioso é parte integrante da realidade social"

Na noite do dia 8 de maio, primeiro dia do Fórum EMRC 2015, D. Manuel Linda, presidente da Comissão Episcopal Missão e Nova Evangelização abriu os trabalhos perante mais de 450 professores da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica que se reúnem até domingo em Fátima para refletirem sobre “A Alegria da Missão na Escola” e as “periferias existenciais”.

No início da sua intervenção, subordinada ao tema “O docente de EMRC e o ‘novo discurso sobre a credibilidade’ do Evangelho” (EG, 132), D. Manuel Linda começou por apresentar o modelo de Igreja do Papa Francisco consubstanciado na ideia de “uma Igreja em saída”, uma “Igreja de portas abertas”.

D. Manuel Linda começou por diferenciar o ensino da EMRC em espaço público, da catequese paroquial afirmando que “o objeto formal da aula de EMRC é a pessoa humana”, enquanto “a catequese remete para o discipulado, o seguimento de Deus em Jesus Cristo”.

Uma e outra procuram abordar “a questão do sentido” como “direção e lugar para onde se aponta a vida. O sentido é o melhor garante da unidade da pessoa e antídoto da dissolução e da marginalidade”, afirmou. Deste modo “a cultura só tem a lucrar se se abrir à dimensão religiosa e ao seu sentido da existência”.

Olhando para o panorama da religião no contexto da pós-modernidade o presidente da Comissão Episcopal Missão e Nova Evangelização verificou que existe hoje “uma enorme falta de cultura religiosa porque se tornou moda ignorar ou, simplesmente, desprezar a religião” e se esqueceu que “para o bem e para mal, a religião influi na sociedade”.

Para suprir esta “ignorância e esquecimento” é fundamental que “a escola não omita esta parte fundante do ser humano” apontando a “falta de cultura religiosa” como “expressão visível da falta de cultura geral”.

Para D. Manuel Linda é fundamental, no contexto educativo, que nunca se “confunda catequese e informação, oferta de fé e oferta de saber” porquanto “o dado religioso tem relevância social”. Deste modo um “ato educativo reflexivo e crítico ajuda na busca do sentido”. Ao procurar-se ignorar o fenómeno religioso “favorece-se a sua transmissão irracional, emotiva, clandestina e descontrolada” dando origem a “fundamentalismos de diversa ordem”.

O Docente de EMRC como elemento congregador

Na segunda parte da sua intervenção o presidente da Comissão Episcopal Missão e Nova Evangelização colocou o foco o papel do professor de EMRC como elemento que provoca a “simbiose entre a dimensão confessante e a puramente cultural”. Neste sentido “o contributo mais importante da religião para a sociedade é dotá-la de um timbre de humanismo” uma vez que “o ato educativo é uma busca afincada da verdade, fruto da investigação e da relação com o outro”.

Para D. Manuel Linda “uma sociedade dinâmica não se pode contentar com uma simples ética de mínimos” e aqui “o grande contributo da moral cristã passa pela abertura e educação para a relação, libertando da dimensão da solidão”, porque “todo o ato educativo é uma busca afincada da verdade, fruto da investigação e da relação com o outro”. A moral cristã é revelante para a sociedade uma vez que “acentua a necessidade de educação para o discernimento”.



Recursos:
"O docente de EMRC e o 'novo discurso sobre a credibilidade' do Evangelho" (EG, 132):



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