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V Enes reflete sobre o "ser refugiado"

Mais de 1200 alunos, 115 professores, 15 dioceses representadas e cerca de 65 escolas preparam-se para participar no V Encontro Nacional do Ensino Secundário (VENES) que a cidade de Leiria recebe de 10 a 11 de abril.
 
Destinado a alunos de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) que frequentam a disciplina em contexto de ensino secundário o encontro vai proporcionar momentos lúdicos e reflexivos "sobre a problemática que envolve os refugiados no mundo".
Em declarações exclusivas ao www.educris.com Lígia Pereira, docente de EMRC e uma das organizadoras do Encontro fala de um momento oportuno para "levar alunos e professores à realidade das 'periferias' existenciais" e a oportunidade de colocar a EMRC como "espaço privilegiado de reflexão e aprendizagem" em contexto de secundário.
 
Educris.com: Porquê o tema dos refugiados neste ano?
 
Lígia Pereira: Depois duma Encíclica como a Evangelium Gaudium repleta de alertas, reflexões e encorajamento para atitudes humanas e de fé concretas, como poderíamos passar alheios a uma realidade que em 2014, segundo dados da ONU, atinge 52 milhões de pessoas no mundo?
 
Educris.com: Com o Programa EMRC, edição 2014 houve, portanto, uma readequação das temáticas a abordar com os alunos?
 
Lígia Pereira: A equipa nacional de EMRC tem vindo a fazer um esforço no sentido de aproximar o Papa Francisco e a sua mensagem da realidade concreta de cada aluno e professor, na disciplina, através de várias iniciativas, e este encontro aparece na mesma linha de pensamento, a acrescentar, o aumento de procura dos nossos alunos nestes encontros, de espaços não só lúdicos, mas mais ainda, de espaços de reflexão sadia, onde se possam exprimir e sentir a verdadeira realidade do outro que não está ali connosco, mas que se encontra numa situação concreta de sofrimento, de angústia e desamparo.
 
 
Educris.com: Ao longo destes dois dias o que vão fazer os mais de 1200 alunos do Secundário?
 
Lígia Pereira: Os alunos vão encontrar, como já referi, espaços de reflexão e espaços de convívio entre eles. Serão surpreendidos por uma forma concreta de entrar num campo de refugiados, encontrando, posteriormente, durante o encontro situações que os levarão a refletir sobre o que um refugiado deve sentir; quais as suas dificuldades e limitações culminando, no dia 11, com uma representação teatral por um grupo de refugiados (RefugiActo), no Castelo de Leiria e a cerimónia do Envio à luz da ressurreição.
 
 
O V ENES pode ser acompanhado nas redes sociais com as hashtag #Venes e na página do facebook do EDUCRIS




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