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Padre Júlio Franquelim Couto: “A Bíblia é o livro da Igreja”

Na manhã deste sábado o padre Júlio Franquelim do Couto trouxe aos docentes o tema “ A Bíblia é o livro da Igreja. Daqui brota a sua verdadeira hermenêutica como nos diz a Verbum Domini de Bento XVI.”

Na ocasião o padre Franquelim começou a sua reflexão por afirmar que “não se pode reduzir a Sagrada Escritura a um subsídio” e reafirmou a ideia de que “se a disciplina de EMRC é confessional no devemos perguntar qual o lugar que ocupa na sala de aula”. Perante cerca de 100 docentes de EMRC de todas as dioceses do país o biblista disse ter a certeza sobre “qual o lugar que outros Livros Sagrados tem nas disciplinas confessionais como a Judaica ou a Islâmica”. Neste sentido torna-se fundamental que o docente de EMRC esteja consciente que a disciplina que leciona não é apenas “moral”, nem “Educação ou Religiosa” mas é-o na medida em que estiver presente a totalidade da “Educação Moral e Religiosa Católica”. Assim desafiou o auditório a pensar sobre “qual o lugar que dou à Sagrada Escritura na minha lecionação?”

A Tentação da Fábula

Para o padre Júlio “não se pode reduzir a Bíblia a uma versão fabulista para crianças. Ela é o fio condutor do pensamento cristão. Toda a Palavra de Deus se refere a jesus como nos dizem os padres das Igreja e é palavra para o Homem de hoje”. Deste modo “para fazer sentido é necessário entrar dentro do pensamento do autor Bíblico, e muitas vezes, perante as interpelações dos nossos alunos temos que dizer, com simplicidade, não sei!”.

No entanto, acrescentou, “a Bíblia é escrita para o povo de Deus pelo povo de Deus. Apenas com o ‘nós’ de povo poderemos entrar no centro da Palavra”, sendo necessário entender “o Homem para compreender a Deus”.

A Importância da Interpretação

Em contexto de lecionação o Biblista afirmou que é necessário “ter em conta o espaço, cultura e história” pois, se tal não acontecer, “arrisco-me a ter uma rejeição da parte dos alunos.”

Deste modo “devemos ter sempre presente que o protagonista é o Espirito Santo” pois, se não o percebermos “estamos a contar a história da ‘carochinha’”.

Para que a Bíblia faça sentido “é preciso um olhar de fé” que permita a escuta “do Espirito Santo” para que possa “tornar a palavra de Deus uma palavra Viva para o Homem de hoje”.




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