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«De dentro para fora! Uma catequese que mostre Cristo», D. Jorge Ortiga

Arcebispo de Braga celebrou eucaristia com catequetas ibéricos e exortou a uma catequese que tenha como prioridade «o Espírito e o encontro com Jesus Cristo»

D. Jorge Ortiga disse hoje, em Braga, que mais do que “planos e estratégias de ação muito bem delineados” os catequistas devem “ser portadores da experiência do encontro com o Espírito e com o próprio Jesus Cristo”.

“Precisamos de ajudar os nossos adolescentes e crianças a fazerem uma experiência de ‘dentro para fora’ que não permaneça apenas numa transmissão de conteúdos doutrinais”, apontou na sua homilia perante  cerca de duas dezenas de catequetas reunidos no 1º Encontro Ibérico de Catequetas.

Tomando para meditação o excerto do evangelho do dia em que Jesus envia os discípulos como «cordeiros para o meio de lobos» o prelado sustentou que “a missão hoje é difícil e complexa por que a Igreja se encontra torpedeada” o que a impede “de oferecer a todos a mensagem da salvação de Jesus”.

“Somos hoje, mais do que nunca, enviados como cordeiros para o meio de lobos. Devemos reconhecer que a missão da igreja e complexa e complicada”.

Considerando que o problema não se encontra apenas no exterior da Igreja o arcebispo primaz questionou acerca do porquê de a “boa nova não chegar ao coração das pessoas mesmo apos um percurso catequético de 10 anos”.

“Temos uma catequese devidamente organizada, em 10 anos, chegamos ao sacramento do Crisma e passado este parece que nada aconteceu durante tanto tempo. O que andamos a fazer? Devemos perguntar-nos. É uma realidade que importa enfrentar e discernir e ver naturalmente como é que poderemos fazer melhor para que a boa nova da salvação chegue ao coração das crianças”.

Num desafio aos catequetas o prelado sustentou “não bastar compêndios muito bem preparados e estratégias bem delineadas com toda a pedagogia humana”, mas ser essencial “um movimento de dentro para fora”.

“Hoje podemos preocuparmo-nos muito com o modo, podemos elaborar muitas estratégias, mas se não for o Espírito a falar em nós e nos catequistas não sei até que ponto conseguimos comunicar às crianças a boa nova da salvação. Devemos preocupamo-nos com todas as técnicas, mas a prioridade é a de uma vida espiritual que dê testemunho aos outros e leve as crianças e adolescentes a fazerem a experiência de Jesus Cristo”, concluiu.

Educris|13.07.2019




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