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ENC: A Catequese deve «ajudar a ler a vida com Deus»

Catequese familiar apontada como vital para o futuro do processo catequético

“Os pais são fundamentais na catequese dos filhos. E se não cumprirem a sua missão não é possível iniciar os mais novos na fé”, afirmou o padre Vasco Gonçalves, da Diocese de Viana do Castelo, à margem do Encontro Nacional de Catequese que reuniu naquela cidade do alto Minho cerca de 70 responsáveis diocesanos pelo setor.

Ao Educris o sacerdote responsável pelo setor da Catequese daquela diocese e responsável pela introdução do projeto Catequese Familiar no nosso país, sustentou que a sociedade está “em profunda mudança” e a família continua a ser “o sustentáculo para qualquer processo verdadeiramente humano”, dai a importância de uma proposta que “una pais e filhos num caminho de fé”:

“Numa determinada fase da história a catequese atendia mais às crianças por que se vivia uma fé sociológica. Hoje temos de ter a atenção aos pais e às crianças desde tenra idade uma vez que sabermos que a relação de verdade, amor e ternura é vital para a experiência religiosa e é na família que descobrimos, em primeiro lugar, estes sentimentos”.

Para o responsável a Catequese Familiar, enquanto proposta da Igreja, permite “introduzir os mais novos na fé e aos pais a redescoberta do maravilhoso caminho da fé”.

“Na catequese familiar temos a convicção de que a família sendo a encruzilhada onde todos passamos tem de estar presente neste processo evangelizador. Se investimos na catequese das crianças, mas não investimos na família não iniciaremos as crianças”, alerta.

“É um momento oportuno de evangelização para estes pais. Para muitos é a redescoberta do fascínio da fé”, acrescenta.

Num ENC que refletiu sobre a importância de «Ajudar os catequistas a SER – Uma missão diocesana prioritária», o padre Vasco Gonçalves sustentou uma mudança de perfil para o agente catequético:

“O catequista deve ser hoje uma testemunha do evangelho, uma pessoa fascinada pelo próprio Cristo e levar isso no seu coração. Vai estando ao lado, é um acompanhante que ajuda a descobrir a presença de Deus na vida do catequizando. Num contexto de catequese familiar é alguém que vai ajudar os adultos a fazerem uma leitura cristã da própria vida e a perceberem que Deus já caminha com eles mesmos que eles não se tenham apercebido disso”.

Deste modo deixa-se o perfil do catequista “que transmite muitos conteúdos ao estilo escolar” para um “catequista que ajuda a fazer o salto de fé qualitativo para Deus de modo a que a fé passe a determinar a minha forma de estar e de ser como humano”.

Numa Igreja que continua a usar a comunidade cristã como centro vital da experiência crente o responsável sustentou que a Igreja tem de contruir-se como “família de famílias”:

“Queremos por as famílias em processo de caminhada.  Que a catequese aconteça na vida. Tem de deixar de ser uma transmissão de conhecimentos e passar a estar presente no dia a dia de cada um. É fundamental que a comunidade cristã esteja presente e jogue papel ativo numa autêntica família de famílias.

No ENC foi apresentado o guia do animador familiar para o 4º ano da Catequese Familiar.




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