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D. António Moiteiro: «Renovar exige coragem, dinamismo e verdade»

Presidente da CEECDF pediu aos catequistas coragem para serem “agentes de mudança rompendo preconceitos e comodismos”.

Na eucaristia com que terminaram as Jornadas Nacionais de Catequistas, D. António Moiteiro, bispo de Aveiro e Presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF) desafiou os catequistas a “não terem medo do erro” e a “colocar-se em caminho, ao jeito do cego Bartimeu quando recupera a vista”.

Tomando o trecho do evangelho do domingo que apresenta a cura de um cego o prelado convidou os agentes catequéticos a interpretarem o texto:

“Vejamos. Estamos perante um cego. Um cego que está «à beira do caminho», como que marginalizado pela sociedade. Uma sociedade onde os cegos não tem caminho. É Jesus que lhe encontra uma solução e o recoloca no caminho”.

D. António Moiteiro apontou “a saída social que Jesus encontra para o cego, no sentido que o volta a recolocar na estrada, no caminho, no meio da multidão, é também o início de um caminho espiritual”.

“O gesto do cego de deixar a capa e o bastão tem um significado profundo! Ao longo deste caminho, que o evangelho apresenta, Jesus chamou várias pessoas mas a cura verdadeira será no ato de segui-lo no caminho para Jerusalém! Atitude diferente da que vimos no domingo passado quando Tiago e João pediam os primeiros lugares! O cego não está preocupado com quem é o maior ou o mais pequeno!”, reforçou.

 

Ser santo: a oferta da vida nova por Jesus

D. António Moiteiro convidou os crentes a olharem para o modo como Jesus “nos explica o que é ser santo”:

“O centro da pregação de Jesus encontra-se nas bem-aventuranças. Aí está a resposta para o desejo mais profundo da vida que existe em nós”.

O prelado recordou então os gestos de Jesus perante o cego: Escutar, aproximar-se e ser testemunha. A verdadeira felicidade resulta da ação e deve levar à ação”.

No final da sua homilia o presidente da CEECDF convidou os catequistas a levarem estes ensinamentos para a sua ação catequética num momento de renovação:

“O caminho faz-se caminhando! Não existe outra possibilidade! Toda a renovação autêntica “exige coragem, dinamismo e verdade de pessoas e estruturas!”

Perante o medo, que “legitimamente se pode apoderar dos catequistas”, é fundamental perceber “que permanecer sem nada mudar é maior erro do que o erro de tentar e falhar. Como afirma o Papa Francisco: «Se errares bendito seja o Senhor»”.

“Hoje precisamos de ter a audácia de romper preconceitos, medos e comodismos. Este é o desafio dos catequistas. Enamorarmo-nos com Cristo para o seguir”.

“Que o cego de hoje que viu seja modelo para também nos curarmos a nossa cegueira”.

 Educris|29.10.2018

 




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