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Guarda: Dia do catequista analisou Carta Pastoral sobre a catequese

O Departamento da Catequese da Infância e Adolescência (DCIA) da Guarda promoveu iniciativa que reuniu mais de 200 catequistas da diocese beirã.

A iniciativa decorreu no passado di 11 de novembro, no seminário da Guarda e pretendeu "ser um momento de encontro fraternal" mobilizando cerca 200 catequistas da diocese da Guarda, que estiveram presentes neste dia de formação.

Da parte da manhã, os trabalhos, iniciaram-se com o acolhimento, seguindo-se a intervenção do reverendo padre Valter Salcedas, diretor do Departamento de Catequese da diocese, que enfatizou alguns aspetos a ter em conta, no novo paradigma do modelo catequético. “Sermos catequistas, é uma das missões mais importantes na Igreja de Jesus. A Transmissão da fé, é uma urgência, porque esta, nos nossos dias, encontra-se fragilizada, necessitando, deste modo, de um testemunho vivo e profícuo, cada vez mais premente. Por sua vez, a transmissão, também está ela fragilizada, tendo em conta que vivemos, na atualidade, mudanças estruturais que condicionam as formas de despertar a fé.

A Transmissão da fé é condicionada pela indiferença religiosa que impossibilita o diálogo.  É exigente a definição de novas estratégias, uma nova alegria na vivência da fé, que refletida, de forma particular na catequese, não pode ser apenas uma transmissão escolástica de conhecimento, de transmissão académica de coisas que se aprendem, mas sim uma verdadeira alegria do encontro com Jesus que transforma a nossa existência, que percebe que a nossa vida pode encontrar um novo sentido. Estamos perante um salto geracional, que implica obrigatoriamente a mudança na maneira como nos relacionamos com os outros e com Deus”.

A missão de ser catequista não é isolada, é uma missão vivida em Igreja, numa comunhão continua. As dificuldades não têm que ser individualizadas, mas sim partilhadas e que, atualmente, existem em várias comunidades. É este caminho de partilha, que nos poderá levar ao Encontro verdadeiro com Jesus Cristo.

De seguida, o Sr. D. António Moiteiro, bispo de Aveiro e presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, aludiu, na sua bela conferência, para a necessidade do Encontro com Jesus Cristo através do verdadeiro Testemunho.

“Descobrir Jesus Cristo, como Salvador, é primeira etapa da catequese. João Paulo II, dizia que o objetivo da catequese, é que os catequizandos, descubram quem é Jesus Cristo. Sem esta descoberta, não há catequese. Os pais querem que os seus filhos façam a festa. Mas se na base da festa não está descoberta de Jesus, as coisas não têm sentido…”

Outro ponto essencial, é forma de chegar à fé. O nosso itinerário de cristão, passava pela integração na fé da comunidade cristã, na esperança de se descobrir a pessoa de Jesus. Se não dermos isto como essencial, fazemos do Cristianismo, somente, um conjunto de dogmas e de doutrinas.

A catequese deveria ser para nós uma descoberta de uma Pessoa que nos leva a um projeto de vida. E como se dá esta descoberta?

Nos diferentes Evangelhos, poder-se-á descobrir o encontro. Por exemplo, o episódio dos discípulos de Emaús, que caminhavam para a sua terra, depois de ter participado na morte de Jesus Cristo. Iam desanimados, e no diálogo com Jesus, foram descobrindo várias realidades…

Realçou que na catequese, deve acontecer o primeiro anuncio, como primeiro momento; na catequese deve-se promover o conhecimento com jesus Cristo, pois só assim, se conseguirá o verdadeiro encontro.

Hoje, chega-se ao conhecimento de Jesus, vivendo a sua ressurreição… É isto a centralidade do querigma.

Referiu que nos lugares do encontro, como por exemplo, a Igreja, a Palavra, a Eucaristia, na Catequese, tem que necessariamente existir os mediadores, entre os quais estão os catequistas. Estes são os mediadores que não se devem limitar a anunciar Jesus, só pelas palavras, mas pelo testemunho vivo e alegre que contagie os catequizandos.

Enfatizou, ainda, do trabalho que a Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, está a desenvolver acerca das formas de promover a formação continua dos catequistas e a renovação de metodologias que promovam o Encontro com Jesus.

Antes do almoço, houve ainda a oportunidade para a participação na Eucaristia vivida, como um momento celebrativo e solene.

Após o almoço, os catequistas participaram na sessão «promover o Encontro – Estratégias diferenciadas, preconizado, pela Claudine Pinheiro, das edições Salesianas, que de uma maneira muito dinâmica e alegre, dinamizou formas que levaram todos os presentes, a refletir sobre as suas fraquezas e potencialidades, sobre algumas atividades que poderiam despoletar a descoberta de Jesus, como sendo através do silêncio, da musica, da alegria partilhada uns com os outros.




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