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CIC: "Peregrinos na descoberta duma fé viva"

Roma: véspera do Congresso Internacional da Catequese (CIC) no encerramento do Ano da Fé promulgado pelo papa emérito Bento XVI. Trinta e dois peregrinos, vindos de todas as dioceses de Portugal, que aqui chegam para “redescobrir a beleza de uma fé encarnada no mundo” no dizer de D. António Francisco dos Santos, Bispo e Aveiro e presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e doutrina da fé (CEECDF).

Sentados, com o Vaticano em fundo, o presidente da CEECDF aceitou o reto do www.educris.com para uma troca de breves palavras que são de “esperança para o mundo” e de redescoberta, junto aos “túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo,” da importância de “Guardar a fé-Guardar o outro”.

 

www.educris.com: D. António Francisco dos Santos vem a Roma na qualidade de presidente da CEECDF. O que o traz a Roma e quais as expetativas para estes dias de trabalho no Congresso Internacional da Catequese?

D. António Francisco dos Santos: Vimos a Roma respondendo ao apelo do papa emérito Bento XVI que quis marcar o final do ano da Fé, que estamos a viver, com o Congresso Internacional da Catequese. Uma fé alegre que se dá pelo encontro com Cristo através da celebração dos sacramentos, da escuta da palavra de Deus, da descoberta da fé professada e vivida e que se manifesta de maneira muito concreta no sentido da nossa missão dentro do âmbito da CEECDF. Por outro lado queremos responder ao apelo do papa Francisco que convida a Igreja a viver estes dias, a nós catequistas, como peregrinos de Pedro e Paulo, que aqui deram a vida, e testemunharam a fé até ao martírio. Esta é a peregrinação dos catequistas do mundo inteiro. Ao conseguirmos que pelo menos um elemento de cada secretariado diocesano estivesse hoje aqui presente quisemos simbolizar que é em nome de todos os catequistas que aqui vimos como peregrinos desta igreja que habita o nosso país e que vive este ano em comunhão intima com o bispo de Roma e sucessor de Pedro. É também uma oportunidade de encontro com catequistas de todo o mundo. Uma oportunidade de partilha da alegria, de comunhão na fé que se vive e anuncia. Não é apenas uma comunicação de doutrina e ideias porque mais do que comunicar a fé ao mundo, a quem somos enviados, importa que o nosso serviço à catequese seja uma forma de amar o mundo. Por fim queremos agradecer a Deus o dom que são os muitos milhares de catequistas que temos. Agradecer aos secretariados diocesanos da catequese o trabalho belíssimo que realizam nas dioceses e nas comunidades cristãs. No fundo é toda uma envolvência, uma atitude de peregrinação que nos traz aqui e que vai impregnar o espirito dos dias, quer na participação do CIC quer na peregrinação que faremos em conjunto com o papa Francisco. Acresce a tudo isto a alegria de estarmos pela primeira vez em Roma depois da eleição do papa Francisco. Saboreamos, assim, este encanto da primavera que a Igreja está a viver. Demos graças a Deus pelo Papa que nos deu.

www.educris.com: O papa Francisco tem pedido uma Igreja pobre para os pobres. A catequese é, na Igreja, o parente pobre, e por isso temos este congresso a acabar o Ano da fé, ou podemos lê-lo como uma necessária síntese, um voltar à fonte, desta proposta do papa Francisco?

D. António Francisco dos Santos: Sublinho alguns aspectos do que disseste. A Igreja tem de manifestar este sentido de proximidade, serviço e amor pelo Mundo. Não pode ser uma realidade e mensagem incompreendida. Não pode ser apenas uma instituição ausente do viver diário. A Igreja tem de ser uma “tenda de campanha” colocada no coração da humanidade, como o papa disse há dias. Por outro lado o santo padre surpreende-nos com a sua forma simples. Ele é um verdadeiro catequista! Um catequista é aquele que sabe comunicar a verdade e beleza do que vivem na forma e na linguagem que torna capaz essa compreensão aos que escutam. A melhor forma de ser compreendido é testemunhar aquilo que se vive. Penso que o santo padre nos diz mais pelos gestos do que pelas palavras. Pela proximidade, pela alegria, pela bondade, pela capacidade de estar presente como rosto de Deus e com o olhar de Deus. E por isso não podemos deixar de agradecer a Deus o dom que é o papa Francisco. Os catequistas e a catequese são uma das formas mais visíveis desta proximidade da igreja. Em Portugal as nossas catequeses tem caminhado muito neste aspeto: o acompanhamento que prestamos, a disponibilidade dos catequistas, a alegria das comunidades e a beleza das celebrações com as nossas crianças e jovens da catequese ajudam-nos a compreender que esta é a Igreja que o papa Francisco quer construir diariamente. Uma Igreja que ele anuncia, onde trabalha e onde se sente também servidor. Alegra-me também que tenha sido dada à Igreja, em Ano da Fé, a oportunidade de trazer a Roma, como expressão da vivência da fé, aqueles que diariamente, e semana a semana, vivem este testemunho da fé de uma forma tão bela: o serviço da catequese, a atenção às famílias, a descoberta de caminhos novos de pedagogia cristã e que é a forma de servir o mundo dando-lhe o melhor que temos que é Jesus Cristo em quem nós acreditamos!

www.educris.com: Na próxima semana começamos a Semana Nacional da Educação Cristã. Que expetativas para essa semana depois destes dias aqui vividos de maneira tão intensa?

D. António Francisco dos Santos: O enquadramento desta coincidência de datas ajuda a levarmos para as nossas dioceses o bem que aqui vimos encontrar. Estamos aqui em nome das nossas dioceses. Daqui partimos em missão para as nossas dioceses. Gostava de sublinhar, ao anunciar a Semana Nacional da Educação Cristã, o tema e o programa da pequena nota pastoral que escrevemos para que se viva esta Semana Nacional: “Guardar a fé-Guardar o outro”. Uma fé que não é apenas uma ideia, uma doutrina, uma forma de expressão moral mas que é uma proposta existencial que dá sentido à vida. Uma vida com esperança e atenta aos outros. Esta capacidade de darmos à caridade o rosto de uma fé que sorri e se alegra com os que estão felizes mas que também sofre e chora com os que tem dificuldades. Uma fé encarnada no mundo e redentora do mundo. Por outro lado queremos que os catequistas, os docentes de EMRC, a Escola católica, todos os anunciadores da vida cristã possam ter iniciativas concretas neste início de ano com o sentido novo de uma grande esperança e de alegria por vermos que estão criadas a condições e existem contributos e pessoas – sobretudo agradecer as pessoas. Sejamos dignos destas pessoas. Que Deus nos dê a capacidade de acolher bem os textos, as linguagens, os diversos recursos pedagógicos, de modo a que ao longo deste ano contribuir para que a Igreja se renove, a fé se afirme e o mundo se renove.



Recursos:
Propostas para atividades nas Escolas:Download Documento
Semana Nacional da Educação Cristã 2013:Download Documento
"Guardar a fé-Guardar o outro":Download Documento



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