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Jornadas Locais: Partilha de projetos mostra diversidade

As escolas participantes da edição de Setúbal das Jornadas Locais apresentaram, no final da manhã de sábado, um conjunto de «ousadias» do que se vai fazendo em cada realidade educativa.

Após a conferência «Que desafios se colocam à escola católica como espaço de evangelização», proferida por D. José Ornelas, bispo de Setúbal, as treze instituições mostraram, “em jeito de partilha e diálogo”, pequenos projetos e iniciativas que marcam “a identidade da escola” enquanto projeto “de matriz católica”.

Colégio de Nossa Senhora do Alto - Algarve

Na abertura da sessão o diretor pedagógico do Colégio de Nossa Senhora do Alto, no Algarve, apresentou o lema da instituição assente na ideia de formar a “razão, religião, afeto”. Para este responsável o lema está “em tudo o que fazemos ao longo do ano letivo”.

Colégio de Nossa Senhora da Graça - Beja

Do Colégio de Nossa Senhora da Graça, na diocese de Beja, o professor Rui afirmou que o modo como se torna visível o evangelho no dia a dia escolar é “o foco central das nossas atividades”. Para este responsável é fundamental “mostrar o amor que o evangelho nos traz” de maneira “prática e numa linguagem compreensível para os mais novos”.

Colégio dos Salesianos de Évora

O professor Vitor Fialho, do grupo disciplinar de História, apresentou aos participantes a «ousadia» do “Bom-dia”, uma atividade que “ocupa, desde há 90 anos, o início das atividades letivas” no Colégio dos Salesianos de Évora.

De acordo com este responsável a atividade foi-se “adaptando às novas tecnologias. Hoje temos um suporte visual e áudio de modo a chama a atenção aos mais novos”. O “Bom-Dia” apresenta, por isso, várias temáticas que vão desde “a marca dos tempos litúrgicos mais fortes até biografias de vidas com significado, campanhas que desenvolvemos no momento”, sustenta este responsável. Para os Salesianos de Évora este momento diário, que “marca o início do dia na escola” é uma verdadeira “oportunidade de formar e informar não só os alunos como os próprios docentes”.

Colégio Laura Vicunha, Vendas Novas

Experiência idêntica foi trazida pelo Colégio Laura Vicunha, de Vendas Novas, na Arquidiocese de Évora. Ana Fernandes, psicóloga nesta instituição, trouxe aos presentes a atividade do “bom dia” numa escola que conta com duzentos alunos do pré-escolar ao 3º ciclo:

“Somos uma escola muito pequena, por isso familiar. Apostamos na educação do o coração e ao coração, à boa maneira de D. Bosco, através da música, da arte, do desporto e com as diferentes ligações à dimensão pastoral”.

Para além desta atividade diária a instituição conta com um “dia semanal em que cada turma tem um momento de oração” e um “campo de férias denominado de VerãoBosco”.

Escola profissional Asas

Do Patriarcado de Lisboa chegou a experiência de uma escola profissional, a Escola profissional Asas, da fundação monsenhor Alves Brás, que apresentou uma realidade onde alunos “dos 14 aos 20 anos, completam a sua formação académica”. A professora Elisabete, de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC)mostrou aos presentes as diversas atividades “com que pretendemos formar o SER dos nossos alunos” através de atividades diversas “no campo da pastoral onde marcamos os tempos litúrgicos mais fortes de diferentes maneiras”.

Centro de Solidariedade de Cultura de Peniche

O Centro de Solidariedade de Cultura de Peniche conta com 200 crianças em idade pré-escolar e tem valência de lar de idosos e centro de acolhimento de crianças em risco. Vanda, coordenadora pedagógica da instituição apresentou um pequeno vídeo da “historia da anunciação a Maria” a partir de “um teatro para os mais novos”. Para além deste projeto o Centro tem, ainda, o projeto «Casa Grande» que tem como “objetivo trabalhar em conjunto com toda a comunidade educativa”.

O Externato São José, Lisboa

Ainda no Patriarcado de Lisboa a irmã Assunção apresentou o Externato São José, pertença das irmãs dominicanas. A instituição conta com cerca de 800 anos do jardim de infância ao 9º ano e são “inúmeras” as “atividades que vamos promovendo” ao longo do ano.

“De três em três anos temos um lema que acompanha o projeto educativo. Para além disso temos projetos de participação voluntária e marcas claras do projeto educativo no inicio do 7º e do 8º ano”, explicou a responsável.

Esta responsável lembrou que “ter autonomia pedagógica” também é “uma mais valia neste aspeto porque permitiu ao Colégio “criar uma área disciplinar, o «crescer na fé», que sendo uma disciplina de caracter obrigatório permite que todos façam uma caminhada mais aprofundada sem deixar de lado a liberdade de cada um”.

Externato de São Miguel Arcanjo , Lisboa

O Externato de São Miguel Arcanjo, em lisboa, pertença das Servas da Sagrada Família apresentou, também, o seu «Ousadias». Hugo Martins, responsável pela pastoral da instituição que conta com cerca de 600 alunos, deu conta da “importância colocada na transmissão dos valores cristãos às crianças”.

“Temos eucaristia organizada por anos e temas, e festas fortes do calendário litúrgico e outras celebrações”, revelou o responsável.

Externato Marista de Lisboa

O irmão António Leal, do Externato Marista de Lisboa deu conta da “implementação de um projeto transversal de espiritualidade em todas as disciplinas”:

“Não queremos deixar de ter momentos especificamente cristãos mas proporcionar que todos possam experimentar o mais profundo de si”, sustentou este responsável por uma instituição que reúne, anualmente, mais de 1300 alunos.

Externato frei Luís de Sousa, Almada

Na diocese anfitriã destas Jornadas locais, edição do sul, existem duas escolas católicas. O Externato frei Luís de Sousa, anfitrião do encontro, conta com 520 alunos. O diretor, diácono Fernando Magalhães, deu conta da transmissão do evangelho como prática de vida:

“Na escola procuramos fomentar ações de voluntariado. Temos projetos diversos como o apoio às famílias de Cacilhas, o apoio ao estudo dado pelos alunos do secundário aos meninos do Centro juvenil padre Amadeu Pinto ou, até, uma banca caritativa na Feira da Ladra”.

Este responsável sustentou que é importante “não fazer proselitismo”, mas não deixar de mostrar “que o que fazemos, fazemo-lo no amor que vem de Jesus”.

Assim a instituição, que este ano comemora 60 anos de vida, apresentou o projeto «um crucifixo na sala de aula» onde “convidámos os alunos da personalizarem um crucifixo”, ou a “Jornada de oração pela Síria”.

Escola primária de Santa Ana

A Escola primária de Santa Ana, em Setúbal, acolhe jovens e crianças em risco e tem valências de pré-escolar. Cláudia Fernandes deu conta das atividades da escola e do modo como o evangelho se torna presente:

“Razão, religião e amabilidade são pilares do projeto educativo. Temos, também, o «Bom dia», e, para as meninas do lar o «boa noite»”. A catequese marca o ritmo da instituição “e prolonga-se até ao 10º ano, coincidindo com o final do percurso catequético”. O primeiro dia de aulas do novo ano “começa com um dia de reflexão e temos sempre um momento de espiritualidade com adolescentes”.

Responsáveis fazem balanço positivo da 1ª edição

No final das apresentações do «Ousadias» Elisa Urbano, coordenadora do Departamento das Escolas Católicas no SNEC, alegrou-se “pela riqueza das partilhas e por existir tantas diversidades em apenas quatro dioceses de Portugal”.

Natália Cabecinha, diretora do Colégio de Nossa Senhora da Graça de Vila Nova de Milfontes e delegada diocesana das Escolas Católicas fez o balanço desta iniciativa:

“O balanço é positivo. É uma oportunidade de partilharmos e tornarmos visíveis as especificidades dos nossos projetos educativos” procurando “mostrar como jesus Cristo está no nosso projeto”. A iniciativa “constituiu-se como uma oportunidade de nos sentirmos como corpo na Escola Católica”.




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