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Ser Professor de EMRC

«É bela, portanto, e de grande responsabilidade, a vocação de todos aqueles que, ajudando os pais no comprimento do seu dever e fazendo as vezes da comunidade humana, têm o dever de educar nas escolas. Esta vocação exige especiais qualidades de inteligência e coração, numa preparação esmeradíssima e uma vontade sempre pronta à renovação e adaptação»

( Grav. Ed. 5 ).

O professor de EMRC comunga do perfil comum a todos os professores, qualquer que seja o seu nível de ensino ou o seu grupo disciplinar (ver SER PROFESSOR ). Contudo, qual a sua especificidade como professor de EMRC? O que o distingue dos outros professores?

ESPECIFICIDADE E DISTINÇÃO

O Código de Direito Canónico (CIC) define e sintetiza o professor do ensino religioso numa qualidade: a excelência (" seja excelente pela recta doutrina, pelo testemunho cristão e pela capacidade pedagógica " - CIC 804,2). Simultaneamente, a figura do docente é caracterizado por três funções inseparáveis: testemunha, professor e educador. Estas três funções inseparáveis derivam-lhe do pacto educativo que está inerente à sua missão. Por conseguinte, o professor testemunha a fé que professa a qual serve de ponto de orientação na sua acção enquanto professor.

Toda a tarefa de educação requer e contém uma vocação especial. " Recordai-vos que a educação é assunto do coração e que só Deus é o Senhor do coração. E nós não poderemos conseguir coisa alguma se Deus não nos ensina a Sua arte e não nos põe as chaves na mão " (S. João Bosco).

PERFIL DO PROFESSOR DE EMRC

O perfil do professor de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) contém aspectos que se aplicam a qualquer professor e aspectos específicos que decorrem da identidade da disciplina de EMRC. Por conseguinte, o professor de EMRC, além do disposto no Decreto-Lei n.º 240/2001 , deve possuir, dado o carácter específico da disciplina que lecciona, as seguintes dimensões:

COMO EDUCADOR

  • Inspira confiança no conhecimento e compreensão dos outros através de um diálogo franco e aberto, pelo qual se aproxima dos alunos, deixando-lhes transparecer uma irrefutável sensibilidade humana;
  • Mantém uma relação pessoal destinada essencialmente a facilitar o desenvolvimento psicológico e intelectual dos alunos, extensível às suas famílias, com as quais se esforça por ter um contacto permanente;
  • É exemplo na capacidade de acolhimento, na atitude dialogante, na relação com os alunos e os colegas, no tratamento dos programas, no modo como procura e assegura a interdisciplinaridade;
  • Compromete-se na vida da escola, entendendo-a como uma comunidade educativa e não somente como um espaço onde se dão aulas;
  • Participa activamente em todo o processo de aprendizagem, assumindo uma postura de mediador crítico em toda a acção educativa;
  • Esforça-se por ser competente nos domínios científico e pedagógico.

COMO TESTEMUNHO DE FÉ

  • Sente a responsabilidade de dar testemunho, porque, sendo um profissional exemplar, esta realidade é valorizada pelo facto de ser um educador que testemunha uma autêntica vivência cristã;
  • É uma pessoa de Esperança, com espírito jovem e, psicologicamente, adulto e maduro;
  • Tem consciência da sua "vocação" e da "missão" recebida, dado tornar-se presença evangelizadora da Igreja na Escola, através do mandato do seu Bispo.

DINAMISMO DA CONVERSÃO

  • É um cristão, firme na Fé e fonte de espiritualidade;
  • É um cristão que salvaguarda, junto dos alunos, a vivência da Fé, e, junto de todos os outros membros do processo educativo, a dimensão espiritual da vida;
  • É um cristão que compreende as mutações tecnológicas, económicas e sociais e que perscruta os sinais dos tempos nelas contidos;
  • É um cristão que preserva e desenvolve o sentimento e os factores de identidade religiosa e cultural do Povo;
  • É um cristão que reforça os valores morais e na actuação concreta;
  • É um cristão que colabora com as estruturas existentes que se dedicam à implementação da justiça, da Paz e da Solidariedade para com os desprotegidos e marginalizados.

 




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