Fórum: "Pensar a Escola. Preparar o Futuro"
Patriarca alerta: Estado é laico, a sociedade não o é.
Durante a conferência intitulada "A Escola tem Futuro?", durante o dia final do Fórum "Pensar a Escola. Preparar o Futuro", na UCP-Lisboa, D. José Policarpo afirmou que "se o Estado é laico, a sociedade não o é".
O Cardeal-Patriarca alertou para os perigos de "estender a laicidade do Estado a toda a sociedade e a todas as instituições do Estado ao serviço da comunidade, entre as quais sobressai a escola" e de "fazer derivar a justa laicidade para um laicismo, qual nova religião, que combate qualquer presença ou influência da religião na sociedade".
D. José referiu-se ainda com preocupação ao que chamou de "guerra dos símbolos religiosos" na Europa, considerando-a como "sinal muito preocupante".
Para o Cardeal, estamos na presença de "uma nova forma de hegemonia totalitária que se disfarça com as vestes da democracia". Por isso, acrescentou, "a escola, como instituição ao serviço da educação não pode ser laica, neste sentido, como não pode ser um espaço sagrado, na acepção religiosa do termo".
"A escola, qualquer escola digna desse nome, não pode deixar de dar lugar, no projecto educativo, à dimensão religiosa, profundamente presente na tradição cultural portuguesa", defendeu.
Retomando o tema do fórum, o Cardeal-Patriarca declarou que o futuro da escola "depende da cultura e da civilização", a passar por um processo de acelerada mutação que "toca as raias de um colapso".
"A escola é, entre as estruturas da sociedade, aquela onde mais se entrecruzam todas as correntes e manifestações dessa mutação cultural. Entrar na escola é, hoje, entrar numa nau agitada pelos ventos que, por sua vez, agitam o mar da história", atirou.
O Patriarca de Lisboa lembrou ainda a importância de mais apoios para a família para que os pais possam realmente participar na educação das crianças e propôs que o projecto educativo se estabeleça num "diálogo" entre todos os intervenientes: professores, família e "a comunidade humana mais alargada em que a escola se insere e de que a Igreja não pode ficar ausente".
D. José Policarpo indicou que "a educação só é possível na valorização destes elementos fundamentais e estruturantes: a liberdade, a inteligência, a busca da verdade e a complementaridade entre a verdade individual e a verdade comunitária, a abertura do espírito à dimensão transcendente do homem, que começa na beleza e encontra o seu ponto mais exigente na fé e na expressão religiosa".
O patriarca de Lisboa abordou ainda a questão do projecto educativo porque as escolas , "embora sendo do Estado, tem de ter autonomia real de projecto educativo" .Para o Patriarca de Lisboa, "não pode competir aos Estados, como poder exclusivo, a definição" do quadro educativo.
"Os nossos Estados modernos, democráticos, laicos, marcados pelos inevitáveis confrontos ideológicos, garantidos pela convivência democrática, não são capazes de o fazer e de o garantir de modo fiável para o conjunto das famílias", lamentou.
Neste sentido, classificou como "sinal de esperança" a "autonomia da escola", que se exprime num "projecto educativo próprio", estabelecido em diálogo por todos os intervenientes na escola enquanto estrutura educativa.
A "tutela", acrescentou, não deve "impor qualquer doutrina ideológica".
Consulte toda a intervenção do Cardeal-Patriarca de Lisboa na Agência Ecclesia
Webmaster|2010-01-24|19:19:33
D. José Policarpo e Eduardo Marçal Grilo no Fórum
Pelas 11h00 tem lugar a sessão de encerramento com a apresentação das conclusões do trabalho de Ateliers e o comentário final a cargo de Eduardo Marçal Grilo, antigo Ministro da Educação e actual Administrador da Fundação Calouste Gulbenkian.
O fórum tem o seu fim oficial com a celebração da Eucaristia que vai ser presidida pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo na Capela da Universidade Católica Portuguesa.
Webmaster|2010-01-23|16:04:42
«O serviço Público de Educação assenta no pluralismo social»
As palavras são de Guilherme d'Oliveira Martins durante a conferência "O Serviço Público da Educação - Potencialidades da pluralidade de ofertas de ensino" inserida no Fórum: "Pensar a Escola. Preparar o Futuro" que decorre até à manhã na Universidade Católica em Lisboa.
Para o actual presidente do Tribunal de Contas a "educação é um factor central de desenvolvimento" e apesar de parecer, esta ideia, algo de "lógico e enraizado na sociedade" a verdade é que "a sociedade não o assume isto verdadeiramente." Dai que para Guilherme d'Oliveira Martins "uma sociedade incapaz de educar e de se educar não é, de todo, uma sociedade desenvolvida".
O antigo ministro da educação abordou, ainda os vários factores fundamentais para uma verdadeira educação. Em primeiro lugar o "conhecimento" que envolve sempre "uma partilha", porquanto "nascemos em conjunto através do acto de conhecer". Em segundo lugar a ideia de que "só através da partilha" nos "ligamos à noção de compreensão: entender o outro e o meio que nos rodeia". Em terceiro lugar a "responsabilidade e a capacidade de não sermos indiferentes, de dizermos algo a quem nos diz, no fundo, "a capacidade de superar a indiferença a capacidade de agir de transformar os ideais em acção".
Liberdade e autonomia
Durante a conferência a ideia de liberdade e autonomia foi focada diversas vezes pelo conferencista que afirmou "assumir a nossa esfera própria, não uma esfera egoísta mas uma esfera de interacção é o passo para a "liberdade" porque a própria palavra "liberdade significa a qualidade representada pela balança livre e equilibrada. Nos pratos estão o eu e o outro sendo sempre necessário o entendimento dessa relação" para um perfeito equilíbrio".
Acerca da memória o presidente do Tribunal de Contas afirmou a necessidade de ter presente na "nossa memoria" as palavras de "santo Agostinho" que nos fala dos três presentes. Assim "no presente não podemos esquecer o que recebemos nas gerações anteriores e devemos enriquecer o conhecimento para o transmitir às gerações futuras". Deste modo o "acto de educar é entender a doação, o tempo, a reflexão e as mediações várias existentes".
Por isso "os economistas e sociólogos dizem que uma sociedade desenvolvida não é a que tem muitos recursos mas o melhor dos recursos que é o de aprender".
Serviço Publico de Educação
"Na ideia de serviço público temos que olhar para o centro e ai está a pessoa humana" e o "triângulo fundamental "constituído pela "escola, família e comunidade".
Para o antigo ministro da Educação "uma das expressões da crise social tem a ver com a ideia de que a escola está abandonada. O professor vê-se muitas vezes obrigado a executar funções que não lhe competem. Porque o professor não é o único educador. Ele é o profissional da educação mas a sociedade e a família têm uma função fundamental".
Neste sentido o "serviço público tem a ver com o espaço público, com a pessoa com a dimensão triangular e isto tem a ver com a relação entre as pessoas e bem comum. É uma tarefa para todos e não apenas para o estado. Porque muitas vezes vemos o estado como algo fora da sociedade mas o estado é uma expressão dentro da sociedade". Ao falar da rede de educação é sempre necessário "falar das várias iniciativas e todas elas se devem complementar e nenhuma deve ser desperdiçada". Outro dos problemas do sistema educativo português tem a ver com a forma como foi construído. Guilherme d'Oliveira Martins afirma que o mesmo "foi construído de cima para baixo" ao contrário de muitos países europeus onde a iniciativa é não estatal.
. 80% da iniciativa escolar é iniciativa não estatal. Ao falarmos de Sistema publico de Educação está perante uma "sociedade em mudança" e isso deve "ser assumido por todos" porque muitas vezes, ao debater este tema "encontramos um consenso discursivo e uma grande distância na prática".
Assim o antigo ministro da educação afirma que é necessário que a "modernização da sociedade exija a ligação da arte de educar e o encontro do outro".
Sistema Público: sistema Plural
O Sistema Público de Educação "assenta na ideia democrática do pluralismo. A ideia de reconhecer as diferenças é fundamental que todos gozem da liberdade". Esta sociedade é, à luz das escrituras "uma sociedade que está sempre em construção, sempre em evolução e que exige a justiça e a liberdade". Assim o Serviço Público de Educação deve ser um serviço das pessoas, com as pessoas e para as pessoas e tem que ser pensado a largo passo".
Problemas da Educação em Portugal
No final das duas conferências da manhã, e durante o diálogo com os participantes, Guilherme d'Oliveira Martins afirmou ainda que é necessário, para termos um melhor sistema público, "uma tomada de consciência pela sociedade da prioridade educativa e o fim de "demasiadas teorias abstractas e poucos passos concretos" uma vez que a qualidade do ensino depende também dos contextos e dos objectivos que são definidos".
Ateliers chegam a conclusões
Da parte da tarde é a vez dos ateliers de reflexão e debate finalizarem o seu trabalho.
O fruto deste trabalho deve ser baseado nas "Convicções (pontos fortes, certezas do grupo); questões que merecem ser aprofundadas posteriormente (em sessões ou encontros futuros); compromissos (atitudes e acções possíveis, pessoais ou colectivas, a empreender com maior urgência) ", como afirmou D. Tomaz Silva Nunes, presidente da CEEC no início dos trabalhos do Fórum.
Webmaster|2010-01-23|12:59:15
Guy Coq abre os trabalhos do 2º dia do Fórum
"Modelos de Sistemas Educativos na Europa de hoje - Estabelecer um referencial", em análise
"O debate sobre a escola não tem sentido fora de um debate sobre a sociedade". A ideia foi veiculada esta manhã pelo professor Guy Coq durante a conferência "Modelos de Sistemas Educativos na Europa de hoje - Estabelecer um referencial".
O professor agregado de filosofia da Universidade de Poitiers iniciou a sua intervenção afirmando que "os problemas da escola são os da sociedade, e os da sociedade projectam-se na escola". Esta interacção "educação e sociedade" são sempre muito difíceis de analisar".
Os três espaços da Educação
Guy Coq apresentou aos presentes a ideia dos três espaços de educação do ser humano. Em primeiro lugar a família que "intervém em primeiro lugar, não apenas no sentido cronológico, mas na medida em que o que ela dá é indispensável para o que se segue". É na família que se encontra a "indispensável relação com o homem e a mulher, em figuras maternal e paternal".
O segundo espaço é a escola que transmite à criança e ao jovem "uma determinada cultura e civilização". Hoje, para Guy Coq, o termo "escolarização" tem, me muitas situações, uma termos "pejorativo", sendo urgente valorizar "a cultura escolar e o ensino". Para isso, afirmou, é necessário que a escola "prepare as gerações para o futuro e não para o imediato, para o actual":
Por fim Guy Coq lembrou que para além da família e da escola as novas gerações integram-se noutras formas de "agrupamento" como " o mundo associativo, ligado a uma actividade escolhida, a uma moda ideológica e confessional".
Guy Coq reforçou a ideia de que é necessário marcar "perfeitamente as diferenças entre os três espaços" sem deixar de perceber que "cada um destes três espaços cumprirá melhor a sua tarefa se reconhecer a rica complementaridade das outras instâncias".
A Função fundamental da Memória
Para Guy Coq a escola tem "na construção da cultura", uma "função necessária mas limitada, sendo ela, através da "transmissão dos saberes", a responsável pelos procedimentos de elaboração e reconstrução permanente da memória comum, da identidade social, através da reinterpretação do passado". Através do trabalho sobre a memória a escola "arranca a criança à miopia da actualidade imediata e constrói nela a capacidade do futuro". A escola tem ainda "um papel decisivo" na "constituição de um espaço cultural e social comum".
Os cristãos e a Educação
No final da sua intervenção Guy Coq afirmou que os cristãos têm razões "particularmente fortes para se envolverem na obra da educação" porquanto a "encarnação está no centro da humanidade". Guy Coq afirma que o que "fazemos à humanidade é sinal e revelação da qualidade da fé", por isso educar é "geral liberdade e iniciar um ser na sua humanidade".
Guilherme D'Oliveira Martins no Fórum
Neste momento decorre a conferência Guilherme de Oliveira Martins, antigo Ministro da Educação e actual Presidente do Tribunal de Contas que aborda o tema: "O Serviço Público da Educação - Potencialidades da pluralidade de ofertas de ensino".
Transmissão Online
Já se encontra online no site http://www.educris.com/ a Sessão de abertura, presidida pelo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga e a conferência de Joaquim Azevedo, Presidente do Centro Regional do Porto da UCP Subordinada ao tema "Perfis Antropológicos, a atingir no final da Escolaridade Ser humano tecnológico vs ser humano cultural".
Webmaster|2010-01-23|11:07:51
Joaquim Azevedo: Questões secundárias «pioraram ensino»
No final da sua intervenção Joaquim Azevedo, subordinada ao tema "Perfis Antropológicos, a atingir no final da Escolaridade - Ser humano tecnológico vs ser humano cultural", e em declarações à Rádio Renascença, o presidente do Centro Regional do Porto da UCP considerou que o sector tem andado distraído em torno das questões da avaliação e do Estatuto da Carreira Docente.
Apesar de não dizer qual a medida prioritária para o ensino Joaquim Azevedo escolheu várias áreas em que é urgente actuar: "a formação dos professores - uma área fundamental para investir - precisamos de trabalhar nas frentes de avaliação e auto-avaliação da escola e melhorar as condições de acolhimento para cada aluno".
As suas palavras foram ao encontro do tema da conferência proferida no Fórum onde, partindo de uma carta do Papa Bento XVI à diocese de Roma, desenvolveu o tema "Perfis Antropológicos, a atingir no final da Escolaridade - Ser humano tecnológico vs ser humano cultural", com base numa visão antropológica e sócio-comunitária.
Para Joaquim Azevedo "só uma esperança credível pode ser a alma da educação e de toda a vida", sempre na perspectiva de que "todos somos responsáveis por todos" porque o que "une a família humana é o vínculo da solidariedade". O presidente do Centro Regional do Porto da UCP recordou ainda que ao nível da educação "temos andado distraídos do essencial" e que é necessário que a "acção educativa assente em pressupostos éticos" de modo a que seja uma educação de "encontro da autonomia, criação, educação para os projectos pessoais assentes na responsabilidade e exigência".
Dia 23: Fórum recebe Guilherme D'Oliveira Martins
Durante o dia de amanhã o Fórum vai contar com a presença de Guilherme de Oliveira Martins, antigo Ministro da Educação e actual Presidente do Tribunal de Contas.
O membro do governo vai proferir uma conferência subordinada ao tema: "O Serviço Público da Educação - Potencialidades da pluralidade de ofertas de ensino".
O dia de amanhã vai ficar igualmente marcado pela conferência de Guy Coq, professor agregado de Filosofia e que abordará o tema : Modelos de Sistemas Educativos na Europa de hoje - Estabelecer um referencial".
Ateliers chegam a conclusões
Da parte da tarde é a vez dos ateliers de reflexão e debate finalizarem o seu trabalho.
O fruto deste trabalho deve ser baseado nas "Convicções (pontos fortes, certezas do grupo); Questões que merecem ser aprofundadas posteriormente (em sessões ou encontros futuros); Compromissos (atitudes e acções possíveis, pessoais ou colectivas, a empreender com maior urgência) ", como afirmou D. Tomaz Silva Nunes, presidente da CEEC no inicio dos trabalhos do Fórum.
Transmissões online em http://www.educris.com/
Amanhã, dia 23 de Janeiro, todos os internautas vão ter acesso às primeiras conferências, em diferido, que hoje se realizam na Universidade Católica Portuguesa.
O Fórum organizado pela Fundação Secretariado Nacional da Educação Cristã quer ajudar a "alcançar um debate alargado sobre a Escola no nosso país, inserido numa dinâmica de transformação cultural da Europa, apontando para a descoberta de caminhos a percorrer, o reavivar da esperança no futuro e o delinear de compromissos corajosos".
Webmaster|2010-01-22|22:38:57
Atelier's Temáticos marcam a tarde no Fórum
Depois de uma manhã marcada pela Sessão de abertura, presidida pelo presidente da CEP, D. Jorge Ortiga, D. Tomaz da Silva Nunes, presidente da Comissão Epsicopal da Educação Cristã, Joaquim Azevedo, presidente do centro regional da UCP, Porto, e por Isabel Carmelo Rosa Renaud, o Fórum continua com vários atelier's temáticos:
1. Escola e Projecto Educativo José Maria Almeida: Doutorando em Ciências da Educação- 2. Escola e Formação de Professores
- 3. Escola: Autonomia e Liderança
- 4. Escola: Educação ou Educações (cívica, saúde, sexualidade...)?
- 5. Escola e Religião
- 6. Escola, Família, Comunidade
"Pensar a Escola. Preparar o Futuro" já começou
Sessão de Abertura marcada pela intervenção do presidente da CEP, D. Jorge Ortiga
"É urgente uma reforma nova"
A sessão da manhã foi marcada pelas declarações do presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga, que na sessão de abertura destacou "a importância e a urgência em centralizar as competências de uma escola de prestígio". Desta forma, afirmou, "é urgente o empenho de uma reforma nova, centrada na coerência com os verdadeiros objectivos, segundo duas dimensões: desenvolver os valores legado pela tradição e acolher com abertura espontânea as várias solicitações do mundo hodierno".
O presidente da CEP afirmou que a "a formação integral deve ser pautada pela exigência e para a abertura ao transcendente". Assim "os valores que se educam devem ser testemunhados, devem nortear a vida, tornar-se consciência.".
D. Jorge Ortiga desejou que o "Fórum seja o momento de paragem, para pensar, para a busca da Sabedoria. O passado enriquece, o presente constrói-se, o futuro é exigente."
No final da sua intervenção o Arcebispo de Braga realçou o "papel específico da Igreja" que deve ser o de "comunicar o pluralismo educativo." Neste sentido "a Igreja tem o direito para apresentar a sua especificidade, mas o dever de dar credibilidade aos projectos", pois a " escola é o primeiro espaço de esperança para a vida. Os valores formam o projecto integral da escola, a família é o primeiro agente da escola, de acordo com o seu Projecto Educativo. Todos somos responsáveis pelo futuro", concluiu.
Oportunidade de colocar em prática a carta da CEP
O presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã (CEEC), D. Tomaz Silva Nunes, iniciou a sua intervenção afirmando o Fórum como "uma oportunidade de colocar em prática a carta Pastoral sobre "A Escola em Portugal - Educação Integral da Pessoa Humana", da CEP publicada em 2008.
Para D. Tomaz é "objectivo deste Fórum possibilitar um debate alargado sobre a escola. O próprio título do fórum é um desafio: Pensar a escola. Preparar o futuro". O presidente da CEEC recordou que a " educação é o processo de personalização. A escola é um projecto educativo em marcha, que radica num modelo de homem humanista, cristão." Para o futuro da escola é necessário "proporcionar um espaço de reflexão, de partilha. Por isso, os ateliers estão organizadas da seguinte forma: Convicções (pontos fortes, certezas do grupo); Questões que merecem ser aprofundadas posteriormente (em sessões ou encontros futuros); Compromissos (atitudes e acções possíveis, pessoais ou colectivas, a empreender com maior urgência)".
Transmissões online em http://www.educris.com/
Amanhã, dia 23 de Janeiro, todos os internautas vão ter acesso às conferências, em diferido, que hoje se realizam na Universidade Católica Portuguesa sempre a partir das 10h30.
O Fórum organizado pela Fundação Secretariado Nacional da Educação Cristã quer ajudar a "alcançar um debate alargado sobre a Escola no nosso país, inserido numa dinâmica de transformação cultural da Europa, apontando para a descoberta de caminhos a percorrer, o reavivar da esperança no futuro e o delinear de compromissos corajosos".
Webmaster|2010-01-22|12:59:33
O papel da Escola na formação das futuras gerações
Durante três dias, um grupo alargado de especialistas e pessoas interessadas pelos problemas, dúvidas e certezas do sistema educativo português, vai reflectir sobre o lugar e o papel da escola na formação das novas gerações.
É objectivo do Fórum conseguir "alcançar um debate alargado sobre a Escola no nosso país, inserido numa dinâmica de transformação cultural da Europa, apontando para a descoberta de caminhos a percorrer, o reavivar da esperança no futuro e o delinear de compromissos corajosos".
Programa do dia 22 de Janeiro
No dia da abertura do Fórum destaque para a Sessão de abertura, que vai decorrer pelas 10 horas e que será presidida pelo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ferreira Ortiga, Arcebispo de Braga.
Pelas 10 horas e trinta minutos tem lugar a conferência: «Perfis Antropológicos, a atingir no final da Escolaridade. Ser humano tecnológico vs ser humano cultural» por Joaquim Azevedo, Presidente do Centro Regional do Porto da UCP.
«A Escola e o Desenvolvimento Integral da Pessoa. A problemática dos valores éticos e religiosos no mundo globalizado» é o tema da conferência de Isabel Carmelo Rosa Renaud, Professora catedrática de Filosofia.
Da parte da tarde o Fórum, e durante dois dias, passa a funcionar em pequenos grupos de reflexão denominados por "atelier's de trabalho" donde se espera saírem "convicções" e "questões a aprofundar no futuro", de modo a "decidir compromissos: atitudes e acções", para o futuro da Escola em Portugal.
A Fundação Secretariado Nacional da Educação Cristã espera também "oferecer à sociedade portuguesa, através de uma publicação, os contributos recolhidos nas discussões proporcionadas pelas conferências e pelas propostas dos participantes nos diversos ateliers."
Webmaster|2010-01-22|07:05:15
Promover uma"reflexão alargada sobre a Escola"
"Pensar a Escola, preparar o Futuro" é o tema abrangente do Fórum, que se vai realizar de 22 a 24 de Janeiro na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.
Durante três dias, um grupo alargado de pessoas interessadas pelos problemas, dúvidas e certezas do sistema educativo português, vai reflectir sobre o lugar e o papel da escola na formação das novas gerações.
A Fundação procurou convidar para este espaço de reflexão e debate vários agentes educativos de todos os quadrantes. Entre os cerca de 200 participantes contam-se vários casais com filhos em idade escolar de 18 dioceses - representando famílias que lidam com a escola pública; cerca de 40 direcções de colégios privados - católicos e não católicos, mais de 50 escolas da rede pública cobrindo todos os distritos; 5 representantes de sindicatos da educação; 6 bispos cerca de 10 especialistas universitários interessados nas questões da educação.
"Levantar questões; Comprometer e afirmar convicções"
Para D. Tomaz Silva Nunes, presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã (CEEC) e bispo auxiliar de Lisboa, a realização deste Fórum vai permitir "proporcionar, com seriedade e profundidade, o debate de ideias, a partilha de experiências e a perspectivação do futuro."
Durante o Fórum, da parte da tarde de sexta-feira e sábado os participantes vão participar nos ateliers temáticos "Escola e Projecto Educativo"; "Escola e Formação de Professores"; "Escola: Autonomia e Liderança"; "Escola: Educação e Educações"; "Escola e Religião" e "Escola, Família, Comunidade".
Para o presidente da CEEC este será o momento "fundamental do Fórum" uma vez que vai "afirmar Convicções" e " apontar questões a aprofundar no futuro", de modo a "decidir Compromissos: Atitudes e Acções."
Compromissos, convicções e questões que vão ser posteriormente "oferecidas à sociedade portuguesa, através de uma publicação" da Fundação.
Transmissão Online e Conclusões do Fórum
Todas as conferências da manhã e as conclusões, com os comentários de Eduardo Marçal Grilo, vão ser disponibilizadas na internet em http://www.educris.com/
A Fundação Secretariado Nacional da Educação Cristã espera também "oferecer à sociedade portuguesa, através de uma publicação, os contributos recolhidos nas discussões proporcionadas pelas conferências e pelas propostas dos participantes nos diversos ateliers."
Programa do Fórum
22 de Janeiro09.30H - Acolhimento10.00H - Sessão de Abertura, D. Jorge Ferreira Ortiga, Arcebispo de Braga e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa10.30H - Conferência: «Perfis Antropológicos, a atingir no final da Escolaridade. Ser humano tecnológico vs ser humano cultural» por Joaquim Azevedo, Presidente do Centro Regional do Porto da UCP11.15H - Intervalo11.45H - Conferência: «A Escola e o Desenvolvimento Integral da Pessoa. A problemática dos valores éticos e religiosos no mundo globalizado» por Isabel Carmelo Rosa Renaud, Professora catedrática de Filosofia12.30H - Diálogo com os Conferencistas13.00H - Almoço15.00H - 17.30H - Trabalho de AteliersTemáticas:1. Escola e Projecto Educativo - José Maria Almeida: Doutorando em Ciências da Educação2. Escola e Formação de Professores - Joaquim Azevedo: Doutor em Ciências da Educação3. Escola: Autonomia e Liderança - José Manuel Correia: Mestre em Administração e Gestão Escolar4. Escola: Educação e Educações - Isabel Carmelo Rosa Renaud: Doutora em Filosofia Moderna e Contemporânea e Michel Renaud: Doutor em Filosofia e Filosofia e Letras5. Escola e Religião - Alfredo Teixeira: Doutor em Antropologia Política, Mestre em Teologia Sistemática6. Escola, Família, Comunidade - D. Tomaz Pedro Barbosa Silva Nunes: Mestre em Ciências da Educação e Cristina Sá Carvalho: Mestre em Psicologia Educacional23 de Janeiro10.00H - Conferência: «Modelos de Sistemas Educativos na Europa de hoje . Estabelecer um referencial» por Guy Coq, Professor agregado de Filosofia10.45H - Conferência: «O Serviço Público da Educação. Potencialidades da pluralidade de ofertas de ensino» por Guilherme d'Oliveira Martins; Ministro da Educação (1999-2000), Presidente do Tribunal de Contas11.30H - Intervalo12.00H - Diálogo com os Conferencistas13.00H - Almoço14.30 - 17.00H - Continuação do trabalho de Ateliers24 de Janeiro09.30H - Conferência: «A Escola tem futuro? A dinâmica da Esperança» por D. José da Cruz Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa10.45H - Intervalo11.00H - Sessão de Encerramento- Apresentação das conclusões do trabalho de Ateliers- Comentário final, Eduardo Marçal Grilo, Ministro da Educação 1995-1999, Administrador da Fundação Calouste Gulbenkian 12.30H - Celebração da Eucaristia, presidida pelo Cardeal-Patriarca de LisboaWebmaster|2010-01-20|09:50:20
"Pensar a Escola. Preparar o Futuro" acontece em Lisboa
Fundação Secretariado Nacional da Educação Cristã quer reflexão alargada sobre a Escola
Numa altura de mudança na vida das escola e no sistema educativo português, a Igreja Católica, através da Comissão Episcopal da Educação Cristã, procura proporcionar com o Fórum "Pensar a Escola. Preparar o Futuro", um "espaço de reflexão, debate, partilha de experiências e perspectivação do futuro". O objectivo é "alcançar um debate alargado sobre a Escola no nosso país, inserido numa dinâmica de transformação cultural da Europa, apontando para a descoberta de caminhos a percorrer, o reavivar da esperança no futuro e o delinear de compromissos corajosos".
"Pensar a Escola. Preparar o Futuro" é o tema abrangente do Fórum, que se vai realizar de 22 a 24 de Janeiro, na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.
O Fórum vai contar com a presença e intervenções de D. Jorge Ortiga, Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa; D. Tomaz Silva Nunes, Presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã; Joaquim Azevedo, Presidente do Centro Regional do Porto da UCP; Isabel Carmelo Rosa Renaud, Professora catedrática de Filosofia; José Maria Almeida, doutorando em Ciências da Educação; José Manuel Correia; mestre em Administração e Gestão Escolar; Michel Renaud, doutor em Filosofia e Filosofia e Letras; Alfredo Teixeira: Doutor em Antropologia Política, Mestre em Teologia Sistemática; Cristina Sá Carvalho, Mestre em Psicologia Educacional; Guy Coq, professor agregado de Filosofia; Guilherme d'Oliveira Martins, Ministro da Educação (1999-2000), Presidente do Tribunal de Contas; D. José da Cruz Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa; Eduardo Marçal Grilo, Ministro da Educação 1995-1999, e Administrador da Fundação Calouste Gulbenkian.
Consulte o programa completo do Fórum http://www.educris.com/cgi-bin/getfromdb.pl?nid=EkyFVAZlEFJDmvdhcT
A Fundação Secretariado Nacional da Educação Cristã espera também "oferecer à sociedade portuguesa, através de uma publicação, os contributos recolhidos nas discussões proporcionadas pelas conferências e pelas propostas dos participantes nos diversos ateliers."
Programa do Fórum "Pensar a Escola. Preparar o Futuro"
Lisboa, 22-24 de Janeiro de 2010
Universidade Católica Portuguesa (Auditório Cardeal Medeiros)
PROGRAMA - HORÁRIO
22 de Janeiro (6ª feira)
09.30H - Acolhimento
10.00H - Sessão de Abertura,
D.Jorge Ferreira Ortiga,
Arcebispo Primaz de Braga, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa
10.30H - Conferência:
Perfis Antropológicos, a atingir no final da Escolaridade
Ser humano tecnológico vs ser humano cultural
Joaquim Azevedo
Presidente do Centro Regional do Porto da UCP
11.15H - Intervalo
11.45H - Conferência:
A Escola e o Desenvolvimento Integral da Pessoa
A problemática dos valores éticos e religiosos no mundo globalizado
Isabel Carmelo Rosa Renaud
Professora catedrática de Filosofia
12.30H - Diálogo com os Conferencistas
13.00H - Almoço
22 de Janeiro (6ª feira, continuação)
15.00H - 17.30H - Trabalho de Ateliers
Temáticas:
- 1. Escola e Projecto Educativo
José Maria Almeida: Doutorando em Ciências da Educação
- 2. Escola e Formação de Professores
Joaquim Azevedo: Doutor em Ciências da Educação
- 3. Escola: Autonomia e Liderança
José Manuel Correia: Mestre em Administração e Gestão Escolar
- 4. Escola: Educação ou Educações (cívica, saúde, sexualidade...)?
Isabel Carmelo Rosa Renaud: Doutora em Filosofia Moderna
e Contemporânea
Michel Renaud: Doutor em Filosofia e Filosofia e Letras
- 5. Escola e Religião
Alfredo Teixeira: Doutor em Antropologia Política, Mestre em Teologia Sistemática
- 6. Escola, Família, Comunidade
D. Tomaz Pedro Barbosa Silva Nunes: Mestre em Ciências da Educação
Cristina Sá Carvalho: Mestre em Psicologia Educacional
23 de Janeiro (Sábado)
10.00H - Conferência:
Modelos de Sistemas Educativos na Europa de hoje
Estabelecer um referencial
Guy Coq
Professor agregado de Filosofia
10.45H - Conferência:
O Serviço Público da Educação
Potencialidades da pluralidade de ofertas de ensino.
Guilherme d'Oliveira Martins
Ministro da Educação (1999-2000), Presidente do Tribunal de Contas
11.30H - Intervalo
12.00H - Diálogo com os Conferencistas
13.00H - Almoço
14.30 - 17.00H - Continuação do trabalho de Ateliers
24 de Janeiro (Domingo)
09.30H - Conferência:
A Escola tem futuro?
A dinâmica da Esperança
D. José da Cruz Policarpo,
Cardeal-Patriarca de Lisboa
10.45H - Intervalo
11.00H - Sessão de Encerramento
- Apresentação das conclusões do trabalho de Ateliers
- Comentário final,
Eduardo Marçal Grilo,
Ministro da Educação 1995-1999,
Administrador da Fundação Calouste Gulbenkian
12.30H - Celebração da Eucaristia,
presidida por Sua Eminência o Cardeal-Patriarca de Lisboa
Organização: Fundação Secretariado Nacional da Educação Cristã
Quinta do Cabeço, Porta D
1885-076 MOSCAVIDE
(Tel: 21 8851285 / Fax: 218851355 / e-mail: educacao-crista@sapo.pt




