Destaques
Escola católica é baluarte da cultura cristã
A escola católica, designação que abrange estabelecimentos de ensino do 1.º ao 12.º ano, continua a ser um reduto do cristianismo na Europa, numa época em que as comunidades eclesiais tradicionais perdem fiéis.
"Em países muito secularizados, sobretudo nórdicos, estas instituições são o único lugar onde as crianças são confrontadas com o Evangelho", afirmou à Agência ECCLESIA o secretário-geral do Comité Europeu para o Ensinamento Católico (CEEC), Etienne Verhach.
No entender do responsável belga, a escola católica também estende a sua influência aos encarregados de educação, proporcionando-lhes uma ponte com a cultura cristã através das iniciativas organizadas pelos docentes e associações de pais.
Além dos conteúdos transmitidos nas aulas, Etienne Verhach sublinha a importância de as crianças viverem numa comunidade educativa "com alguns professores que são o exemplo vivido do Evangelho".
"As Igrejas institucionais não podem esquecer esta realidade: enquanto a paróquia se esvazia, continua a haver sete milhões e meio de alunos do ensino básico e secundário em escolas católicas na Europa", assinala o secretário-geral.
Etienne Verhach foi um dos oradores da sessão de encerramento do Seminário de Escolas Católicas que decorreu de 1 a 3 de Setembro no Colégio São João de Brito, em Lisboa, com sessões paralelas nos dias 1 e 2 no Colégio da Rainha Santa Isabel, em Coimbra.
A iniciativa, que reuniu cerca de 450 inscritos, foi dedicada ao tema "Competências Pedagógicas e Pastorais dos Educadores da Escola Católica".
O secretário-geral da CEEC, que esteve presente nos dois seminários de formação para docentes e responsáveis de escolas católicas realizados no país - o primeiro ocorreu em 2009 - considera que em Portugal tem havido "progressos claros" nesta área.
A nível europeu, as mais de 30 mil escolas de 27 países que integram o Comité para o Ensinamento Católico também optaram por dar prioridade à formação: "Se queremos que a escola católica continue a ser evangelizadora, os directores devem ser responsáveis perante os seus bispos por essa missão, pelo que é preciso dar-lhes uma formação específica", frisa Etienne Verhack.
Webmaster|2010-09-05|23:05:09|Agência Ecclesia
Documentos para download:
- escola_seculo_xxi_alfredo_hernando.doc
- contenecias_pastorais_centro_aberto_transcendencia.doc
- Clima_organizacional_da_cultura_irrene_arribas_coloquio_ec_2010.doc
Seminário da Escola Católica: Intervenções dos Conferencistas
Disponibilizamos a todos os professores e agentes educativos que não estiveram presentes no Seminário de Formação "Competências pedagógicas e pastorais dos educadores da escola católica - Professores inovadores para uma escola transformadora" as conferências proferidas no Sminário de Formação em Lisboa.
- "Inovação e metodologia educativa na sala de aula: competência pedagógica da equipa dos professores no século XXI" da autoria do professor Alfredo Hernando Calvo.
- "Competências pastorais: um centro educativo aberto à transcendência", da autoria de Carmen Pellicer
- "Clima organizacional da cultura e do trabalho: competências sociais para o trabalho do grupo de professores em coesão", da autoria de Irene Arrimadas
Para ter acesso às conferências clik aqui
Webmaster|2010-09-03|09:27:41
Documentos para download:
Escola Católica organiza Seminário de Formação
"Competências pedagógicas e pastorais dos educadores da escola católica - Professores inovadores para uma escola transformadora" é o tema do Seminário que a Escola católica vai realizar, durante o mês de Setembro.
O seminário de formação vai decorrer em simultâneo de 1 a 3 de Setembro Colégio da Rainha Santa Isabel, em Coimbra e no Colégio de São João de Brito. A formação vai ter início pelas 9:00 e estende-se até às19:00 com intervalo para almoço das 13:00 às 14:30. As comunicações vão ser em Castelhano.
EQUIPA ORIENTADORA:
CARMEN PELLICER
Competências pastorais: um centro educativo aberto à transcendência.
ALFREDO HERNANDO
Inovação e metodologia educativa na sala de aula: competência pedagógica da equipa dos professores no século XXI.
IRENE ARRIMADAS
Clima organizacional da cultura e do trabalho: competências sociais para o trabalho do grupo de professores em coesão.
BAPTIST DE JOSÉ MARIA
Inteligência espiritual: uma pastoral aberta ao mundo dos nossos alunos e professores
OSCAR ALONSO
Suporte pessoal aos alunos e professores: escolas católicas vivas na fé
Programa Actualizado
Lisboa 1 - 2 - 3 de SETEMBRO
Dia 1
10:00h Alfredo Hernando - Inovação e metodologia educativa na sala de aula: competência pedagógica da equipa dos professores no século XXI
15:30h Carmen Pellicer -Competências pastorais: um centro educativo aberto à transcendência
Dia 2
9:30h José María Bautista - Inteligência espiritual: uma pastoral aberta ao mundo dos nossos alunos e professores
14:45h Mar Martim - Organização e competências educativas de uma escola católica: como somos e como nos organizamos
Dia 3
9:30h Óscar Alonso - Suporte pessoal aos alunos e professores: escolas católicas vivas na fé
14:30h Irene Arrimadas - Clima organizacional da cultura e do trabalho: competências sociais para o trabalho do grupo de professores em coesão
COIMBRA 1 -2 de SETEMBRO
Dia 1
9:30h Irene Arrimadas - Clima organizacional da cultura e do trabalho: competências sociais para o trabalho do grupo de professores em coesão
14.30 Mar Martim - Organização e competências educativas de uma escola católica: como somos e como nos organizamos
16:30h Alfredo Hernando - Inovação e metodologia educativa na sala de aula: competência pedagógica da equipa dos professores no século XXI
Dia 2
9:30h Óscar Alonso - Suporte pessoal aos alunos e professores: escolas católicas vivas na fé
11:30h Carmen Pellicer - Competências pastorais: um centro educativo aberto à transcendência
15:30h José María Bautista - Inteligência espiritual: uma pastoral aberta ao mundo dos nossos alunos e professores
Aceda à ficha de inscrição para o Seminário aqui
Webmaster|2010-08-01|10:06:54
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Conclusões da Equipa de Reflexão da EC
Em nome do Grupo de Reflexão da Escola Católica (GREC), que reúne mensalmente no Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) e é constituído por oito representantes da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP); Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC); Departamento da Escola Católica (DEC) e coordenado por D. António Marcelino, membro da Comissão Episcopal da Educação Cristã (CEEC), partilhamos convosco a conclusão de várias reflexões sobre: "Quais os pontos comuns a todas as Escolas Católicas, a considerar no acto educativo?"
Foi decidido enviar estas conclusões a todas as escolas para que possam ser reflectidas e aprofundadas nos diferentes sectores da comunidade educativa.
Conclusões a que chegou a Equipa:
1. O modelo educativo da escola deve ser o modelo familiar porque é gerador natural de vida.
Este modelo alia a autoridade com o amor.
Sem este tipo de relação não é possível educar.
Autoridade ajuda o outro a ser "autor" e o amor é o ambiente normal para crescer.
A super protecção é uma forma de abandono e de empobrecimento.
A aliança dos pais com a escola gera-se num ambiente conquistador de confiança e respeito mútuos.
2. A relação educativa, cujo modelo é a relação familiar, pressupõe uma visão da pessoa e da educação.
Todo o processo se desenvolve a partir e tendo em vista uma antropologia cristã.
Atinge todas as vertentes da pessoa: inteligência, vontade, memória, afecto, relação...
O aluno é a razão de ser da escola.
É preciso ajudar o aluno a abrir-se e a intervir no meio em que vive, de modo activo e esperançoso, a começar na própria família, tal como ela se apresenta.
3. Jesus Cristo é para a escola católica o modelo e instância crítica da realização humana plena.
Só assumindo-O como tal nas nossas escolas, poderemos falar de um projecto de educação de qualidade ou de excelência.
Pel' O Grupo de Reflexão da Escola Católica
Maria Helena Calado Pereira
Webmaster|2010-04-23|18:08:24
O presente e o futuro das Escolas Católicas em Portugal
Moção apresentada pelo presidente da direcção cessante da APEC na última Assembleia Geral.
Ao cessar o duplo mandato de 6 anos (2004-2007; 2007-2010) em que, em representação do Externato de Penafirme, liderei pessoalmente e através do Dr. Acácio Lopes as duas equipas que dirigiram os destinos da APEC, cumpre-me apresentar aos associados uma breve avaliação deste período da vida da nossa associação e dar a conhecer o meu pensamento acerca dos desafios que a situação actual nos lança para, em espírito de comunhão e cooperação, construirmos todos a escola católica do futuro, no nosso País.
Todos aqueles, de entre nós, que mais nos empenhámos nestes 12 anos de existência da APEC, a que podemos somar os 4 de trabalho preparatório do seu reconhecimento por parte da CEP, realizado pelo GTDEC, nos apercebemos das dificuldades práticas e das incompreensões pessoais e institucionais contra as quais tivemos de lutar para erigir, consolidar e dar ânimo à nossa associação.
Desde logo, a falta de tradição do movimento associativo das escolas católicas em Portugal; depois, as dificuldades provenientes da nossa falta de disponibilidade, por motivo dos nossos afazeres e responsabilidades absorventes enquanto Directores das nossas escolas, para nos dedicarmos com mais atenção e afinco às exigências e ao trabalho próprios da associação. Acresce, ainda, que, desde o início, a criação da APEC foi vista com alguma desconfiança por muitas das Direcções das escolas católicas e por alguns Bispos e, é preciso dizê-lo frontalmente, com clara oposição de algumas delas. Muitos não compreenderam os objectivos específicos duma associação com a natureza da nossa e, presos apenas a preocupações de nível institucional, material e contratual, entenderam a APEC como perfeitamente dispensável, porque, na sua opinião, redundante em relação à AEEP. O Externato que dirijo sempre a esta esteve associado mas logo vimos que a APEC, tendo objectivos específicos, não só lhe é complementar, como necessária para nós Escola Católica. Não posso, ainda, deixar de assinalar o relativo alheamento dum grande número de associados em relação à vida da APEC. Acrescentaria, também, a existência de alguns condicionalismos práticos provocados, nestes últimos anos, por «freios» de natureza legislativa, que nos impediram de dar continuidade a uma certa animação e desenvolvimento da APEC pela aposta nos encontros frequentes entre alunos das nossas escolas. Ou será que a nossa interpretação nos levou a conclusões discutíveis? Hoje, talvez, devamos repensar o assunto.
Todos estes condicionalismos somados e conjugados causaram, em vários de nós, um certo cansaço e desânimo, que não soubemos vencer. É um facto que, por inércia e desmotivação, nos fomos deixando abater, tendo como resultado a quase nula actividade da APEC, sobretudo nos últimos dois anos.
Recentemente, a Direcção da APEC escreveu a todos os Bispos e Provinciais das Congregações Religiosas de Portugal, questionando-os acerca da sua posição face à APEC, sobretudo no que diz respeito à sua necessidade e viabilidade. Recebemos respostas escritas de 6 Bispos e 2 Provinciais. A resposta de D. Jorge Ortiga dava conta da posição do Conselho Permanente da CEP e D. Tomaz Nunes respondeu na qualidade de Presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã. As respostas de todos os Bispos são de ânimo e incentivo.
D. Jorge Ortiga, em nome do Conselho Permanente da CEP, afirma saber «que nem todos compreendem os seus (da APEC) objectivos e finalidades. Só que, por outro lado, parece-nos que a situação actual está a exigir uma reflexão profunda sobre a identidade das Escolas Católicas. Só o pluralismo pode ser enriquecedor desde que sejamos capazes de oferecer o nosso específico na "diferença" que deve caracterizar os nossos projectos educativos».
A CEEC, por intermédio de D. Tomaz Nunes, faz, entre outras, as seguintes considerações: «A Conferência Episcopal Portuguesa, que aprovou os Estatutos da APEC, conta com a sua acção em prol da Escola Católica, de harmonia com os referidos Estatutos e muito aprecia os trabalhos até aqui realizados pela APEC. O Departamento da Escola Católica (DEC) do SNEC, tendo uma função distinta da APEC, não preenche os seus objectivos e não actua em concorrência com a mesma. (...) O problema de menor interesse manifestado por algumas escolas, sobretudo as que pertencem a Institutos Religiosos, deve levar a APEC a reflectir se a sua organização é de molde a ir ao encontro dessas escolas e de lhes mostrar as vantagens de uma frente comum de todas as escolas para uma acção eclesial necessária. (...) A equipa nacional de reflexão do DEC, composta por elementos representantes da APEC, da CIRP, de escolas concretas de Institutos Religiosos e outras, deseja manter, como sempre aconteceu, a melhor e mais eficiente ligação e colaboração com a APEC nas diversas iniciativas programadas».
Sublinho, ainda, o incentivo de D. Manuel Clemente, Bispo do Porto: «Julgo oportuno aproximar e conjugar quanto se faça para salvaguardar e promover a Escola Católica no nosso país. (...) A "frente" cultural e educativa é prioritária na nova evangelização do país».
As respostas dos 2 Provinciais (Província Portuguesa da Companhia de Jesus e Instituto das Religiosas do Sagrado Coração de Maria em Portugal) sofrem, na minha opinião, de alguma ambiguidade: continuam a não entender os objectivos próprios duma associação nacional de escolas católicas e, na minha opinião, a confundir campos de actuação entre APEC e AEEP. Estes dois expressaram-nos a sua posição o que agradecemos. Outros nem sequer o fizeram.
Pessoalmente, continuo a defender a necessidade e a acreditar na viabilidade da APEC. A sobrevivência e a afirmação das instituições católicas de ensino e educação, em Portugal e na Europa, não passa, apenas, pela afirmação da qualidade das nossas escolas individualmente consideradas, por maior que seja o número daquelas que atingem os desejados padrões de qualidade. Tal sobrevivência e afirmação só será possível pela comunhão, união e conjugação de esforços e actuação solidária de todos aqueles que acreditam numa educação que tenha como fundamento e referência a pessoa de Jesus Cristo, modelo do Homem e ideal a perseguir como proposta educativa. Quem, melhor do que nós, possui os fundamentos, as finalidades e os meios adequados para vencer a crise de valores que, em Portugal e na Europa, tradicionalmente cristã, é de raiz espiritual? Quem, melhor do que nós, pode travar o crescimento do dogmatismo laico, o difuso subjectivismo, o relativismo moral e o nihilismo?
Os campos de batalha que se estendem diante de nós, no espaço e no tempo, não são estrategicamente favoráveis à actuação de «franco-atiradores» e a incursões isoladas de «cavaleiros andantes». Só pela conjugação de esforços, norteados por ideias claras, fundamentadas e enraizadas na centralidade da pessoa humana, ícone de Cristo, podemos perspectivar algum sucesso nos múltiplos combates que nos compete travar em defesa da causa humana, condição da glorificação de Deus, nossos objectivos últimos enquanto instituições da Igreja católica.
Se há combates urgentes comuns a todos e exigindo, por isso, conjugação de esforços, sobretudo com as estruturas associativas do EPC - combate pelas liberdades de aprender e ensinar; combate pela autonomia curricular e pedagógica - há outros, paralelos e/ou complementares, que só nós, escolas católicas, estamos em condições de travar e temos obrigação de travar:
- o combate pela síntese operativa entre a cultura e a fé e entre a fé e a vida pessoal e social;
- a apresentação de Jesus Cristo actuante no tempo e na história;
- o combate contra o dogmatismo laicista, o secularismo e o relativismo moral;
- o combate pela busca do sentido último da vida, de natureza transcendente;
- a defesa e a promoção dos mais necessitados do ponto de vista social e humano como privilegiados da opção evangélica nas escolas;
- o combate intra-eclesial pela afirmação da identidade própria das escolas católicas como instituições privilegiadas de evangelização das crianças e dos jovens;
- finalmente, o combate pela auto-consciencialização de que a escola católica só tem sentido para defender e promover a causa humana, e que esta coincide com a causa do reino de Deus.
O campo de batalha é extenso e os combates a travar são dramáticos e decisivos. Julgo, todavia, que só haverá alguma perspectiva de sucesso se, a nível da APEC, para além da «profissão de fé» na nossa missão e do compromisso numa acção conjugada, procedermos a uma remodelação do trabalho organizativo e executivo de Direcção, para além de encontrarmos meios eficazes de comunhão entre os associados e de comunicação da nossa identidade e da nossa actividade para o exterior.
Nos últimos tempos, começaram a surgir algumas novas ideias: comunhão de recursos, partilha de projectos, organização de estruturas de formação, meios de comunicação próprios (revista/jornal ?), recursos humanos mais disponíveis e eficazes (secretário executivo ?)...
Competirá aos novos órgãos sociais, a serem eleitos nesta Assembleia Geral, pensar, propor aos associados, organizar e pôr em acção estas e outras ideias que surjam para reerguer a APEC, o mesmo é dizer, reactivar a causa da escola católica em Portugal.
Da minha parte, os novos Corpos Sociais terão a colaboração próxima e atenta e, porventura, o conselho amigo de quem à causa da educação, em geral, e da escola católica, em particular, dedicou a quase totalidade da sua vida adulta.
Ainda em nome da APEC, agradeço todo o empenho manifestado pelos associados, nomeadamente aos que têm participado nas Assembleias Gerais e nos vários encontros. Agradeço aos elementos que integraram a Direcção e os restantes Órgãos Sociais. Agradeço vivamente toda a dedicação, empenho e generosidade do Dr. Acácio Lopes, que, em nome do Externato de Penafirme, foi um verdadeiro Director Executivo, mesmo sem ter este título. O Externato de Penafirme disponibilizou-o, parcialmente, para exercer esta função e de forma admirável cumpriu.
Coimbra: Escolas Católicas promoveram «Uma noite pela Associação Integrar (e pela Guiné)»
O Núcleo das Escolas Católicas da Diocese de Coimbra (NEC) realizou a 5 de Março o espectáculo "Uma noite pela Integrar (e pela Guiné)". A iniciativa decorreu no auditório dos Hospitais Universitários de Coimbra.
O encontro contou com a participação de estudantes e responsáveis do Externato de João XXIII, colégios da Imaculada Conceição, São Teotónio, São José e Rainha Santa Isabel, bem como das associações Integrar e Promundo. A sessão incluiu apresentações de música, dança, ballet e palhaços.
As centenas de alunos, pais e professores presentes no espectáculo "mostraram que a solidariedade é um valor sentido e promovido nestas comunidades educativas", refere uma nota enviada à Agência ECCLESIA pelo Núcleo das Escolas Católicas.
Jorge Dias, em representação da Associação Integrar, agradeceu este gesto solidário. A iniciativa visa ajudar a instituição a adquirir uma nova carrinha, que vai proporcionar cultura e actividades lúdicas a crianças desfavorecidas da região de Coimbra.
Da parte da Promundo, Fernando Castro salientou a generosidade dos estudantes e famílias nesta campanha do SOLNEC. As receitas do encontro serão igualmente destinadas a ajudar os 118 alunos da escola de Eticoba, na Guiné, a ter melhores condições de trabalho, desde o pagamento dos estudos até à renovação das instalações.
Por seu lado, Helena Diogo, das Associações de Pais, deu conta das campanhas de recolha de diversos materiais para a Guiné. Jorge Cotovio, em nome do NEC, salientou que estas actividades resultam do valor da solidariedade, assente na pessoa de Jesus Cristo, que está enraizado no projecto educativo das escolas.
O percurso da campanha inclui outras actividades, nomeadamente a assistência a jogos de futebol no Estádio Cidade de Coimbra (resultante de um acordo com a Associação Académica de Coimbra/Organismo Autónomo de Futebol), uma "pedalada solidária" a realizar em 24 de Abril (em colaboração com a Integrar), uma gala (em parceria com a Promundo e as Associações de Estudantes) e o 5.º Festival SOLNEC.
Estes eventos pretendem afirmar as escolas católicas como espaços de evangelização junto das camadas mais jovens e das suas famílias, promovendo simultaneamente a educação integral.
"Será esta síntese entre a Fé, a cultura e a vida que configurará a pessoa do aluno e o projectará para a sociedade, como cidadão responsável e interventivo", refere o texto enviado pelo Núcleo das Escolas Católicas da Diocese de Coimbra.
Webmaster|2010-03-08|14:31:29
Coimbra: Escolas Católicas promovem noite pela Guiné
Realiza-se nesta Sexta-feira, 5 de Março, pelas 21h15, no auditório dos Hospitais da Universidade de Coimbra, um espectáculo de solidariedade promovido pelo Núcleo das Escolas Católicas da Diocese de Coimbra, com o objectivo de angariar fundos para a Associação Integrar, sediada em Coimbra.
Simultaneamente, as escolas católicas pretendem divulgar outra campanha de solidariedade que estão a desenvolver a favor da escola de Eticoba, na Guiné-Bissau, em parceria com a Associação Promundo.
Este espectáculo é aberto a todas as pessoas, podendo os bilhetes ser adquiridos no local.
Jorge Cotovio
Webmaster|2010-03-05|10:17:36
Externato de Penafirme vai «Pedalar por Haiti»
O Externato de Penafirme, em sintonia com o povo do Haiti, propõe um passeio de 16 km em BTT, com o lema: "Pedalar por Haiti".
A iniciativa decorre no 21 de Fevereiro (Domingo) entre as 10h00 e as 13h00. O local de encontro é o largo da Igreja do Seminário de Penafirme (coordenadas: W 9,35432; N 39,14437). Os participantes deverão ter 14 anos ou mais, pagando €2,50 que reverterão para auxílio das vítimas do terramoto.
O passeio é antecedido pela celebração da Eucaristia, na Igreja do Seminário.
Webmaster|2010-02-11|08:31:13
Questionários às Escolas Católicas de Lisboa
A Comissão Diocesana da Escola Católica de lisboa (CDEC), enviou às Escolas Católicas da Diocese de lisboa um questionário sobre a Educação da Sexualidade.
No questionário a CDEC lembra a necessidade de leccionar a Educação da sexualidade segundo "princípios e valores antropológicos cristãos" e, mesmo que não queira "interferir em domínios que pertencem à autonomia de cada escola" solicita "às escolas católicas do Patriarcado o preenchimento de um questionário", que tem como horizonte imediato os seguintes objectivos:
A Comissão Diocesana da Escola Católica, assumindo a preocupação da Igreja com a educação da sexualidade segundo a) obter uma visão aproximada do trabalho desenvolvido pelas escolas católicas do Patriarcado no âmbito da educação da sexualidade das crianças e dos jovens;
b) elaborar um quadro-síntese desse trabalho;
c) apresentar os resultados obtidos em próximo encontro com as direcções das escolas (a realizar previsivelmente em 30 de Abril de 2010);
d) divulgar projectos e estratégias de actuação no domínio da educação da sexualidade que permitam superar dificuldades e constrangimentos e potenciar e alargar boas práticas entre as diversas escolas católicas do Patriarcado.
A CDEC agradece a todas as direcções das Escolas Católicas do Patriarcado de Lisboa o preenchimento e envio dos dados até ao dia 31 de Janeiro de 2010 para o seguinte endereço electrónico: acaciolopes@gmail.com
Webmaster|2010-01-27|14:01:53
«A união faz a força»: O caso espanhol
O antigo secretário-geral das Escolas católicas em Espanha, Manuel Castro, considerou ontem, aos microfones da Renascença que a dimensão da fatia do ensino que as Escolas Católicas espanholas detêm " faz toda a diferença".
Durante o Fórum: "Pensar a Escola. Preparar o Futuro", Manuel Castro reconheceu que os últimos anos têm sido difíceis, mas as lutas têm dado bons frutos.
"Creio que, de forma geral, podemos estar satisfeitos com o que conseguimos, porque hoje a Escola Católica em Espanha pode desenvolver a sua própria identidade. É uma escola financiada pelo Estado e, apesar das dificuldades que sempre se sentem, seguimos em frente, também através desta organização que nos une - as Escolas Católicas".
Em Portugal, a realidade é diferente. Se as escolas católicas querem ganhar peso há que seguir o ditado "a união faz a força", aconselha Manuel Castro.
"Creio que o fundamental é que se unam. Reúnam-se todas numa organização e dêem-lhe poder para negociar com o Estado. A experiência diz-nos que quando estamos unidos temos mais possibilidade de fazer valer o que somos e aumentar o nosso peso perante as leis de Estado e o desenvolvimento da educação", sublinha o antigo secretário-geral das Escolas Católicas, em Espanha, que por estes dias está em Lisboa, no "Fórum Pensar a Escola - Preparar o Futuro".
Webmaster|2010-01-23|07:42:12
Colégio João Paulo II festeja Natal em Família
O Colégio João Paulo II, em Braga, prepara o Natal, vivenciando a mensagem "o amor em família", com várias actividades a decorrerem durante a última semana de aulas: criação das figuras do presépio, pelos alunos do 5.º Ano e sua exposição no átrio do Colégio, lançamento do projecto (vamos dar as mãos e encher) "Cestos de Amor", Celebração Eucarística, Apresentação de uma Peça de Teatro, na Festa de Natal e por fim realização da Ceia de Natal com os colaboradores da instituição.
Consciente da sua responsabilidade social e na vivência dos valores que inspiram o projecto educativo, o Colégio João Paulo II lançou o Projecto: vamos dar as mãos e encher "Cestos de Amor".
Esta campanha de solidariedade visa entregar a várias organizações de Solidariedade Social material de puericultura, que segundo a directora pedagógica "possa ajudar os bebés que nascem sem a bênção de uma alcofa", brinquedos didácticos, roupas e calçado de criança. A entrega vai efectuar-se durante o ofertório da Eucaristia de Natal que se realiza esta Quinta-feira, na Igreja de Dume,
O ponto alto desta semana culminará com a Festa de Natal, que vai decorrer nesta Sexta-feira, dia 18, no Auditório Vita, na qual os alunos e professores encenam uma peça de teatro, proporcionando aos pais, avós, familiares e restante comunidade educativa "uma viagem retrospectiva, que se vive no agora e se perpetua pelo amanhã.
Esta peça de teatro "Dança de Memórias: a melodia em estória", escrita pela professora Adriana Moreira e encenada por toda a equipa educativa do Colégio, decorre em forma de cronologia sem tempo, em que as memórias emergem do espaço consciente e fazem reviver uma avó, em flashes musicais constantes, a várias etapas da sua vida e criar com o neto uma simbiose perfeita entre gerações. Um espectáculo aberto a toda a comunidade e para o qual não é preciso confirmação antecipada de presença.
Webmaster|2009-12-17|11:12:42
Bento XVI: Escolas católicas devem promover unidade entre fé, cultura e vida
Na sua alocução, Bento XVI referiu-se à importância da cultura, ressaltando «que o pensamento se dirige para dois lugares clássicos onde a mesma se forma e comunica - a universidade e a escola - fixando a atenção principalmente nas comunidades académicas que nasceram à sombra do humanismo cristão e nele se inspiram, honrando-se da designação de ‘católicas'».
A escola, assinalou o Papa, é chamada a promover a «unidade entre fé, cultura e vida, que constitui a finalidade fundamental da educação cristã». Este objectivo deve ser concretizado através de uma «convicta sinergia com as famílias e com a comunidade eclesial».
Os estabelecimentos de ensino católicos não podem ser concebidos separadamente das outras instituições educacionais. Eles desempenham «um serviço de «utilidade pública», que não é «reservado apenas aos católicos, mas aberto a todos os que queiram usufruir de uma proposta educacional qualificada», indicou o Papa.
Bento XVI citou o artigo 26.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, onde se estabelece que «os pais têm direito de prioridade na escolha do género de educação a ser ministrada aos próprios filhos».
«O empenho plurissecular da escola católica - explicou o pontífice - situa-se nesta direcção, impelido por uma força ainda mais radical, ou seja, a força que faz de Cristo o centro do processo educacional».
Depois de agradecer às congregações religiosas que criaram universidades prestigiadas no Brasil, Bento XVI declarou que estas «não são uma propriedade de quem as fundou ou de quem as frequenta, mas expressão da Igreja e do seu património de fé».
A intervenção do Papa incluiu uma alusão ao 25.º aniversário da Instrução "Libertatis nuntius", da Congregação para a Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação.
Com Rádio Vaticano
Webmaster|2009-12-06|14:44:19
Escolas católicas projectam futuro
Formação, investimento nas novas tecnologias e reforço das relações entre professores e alunos são algumas das prioridades
O investimento na formação dos professores e futuros directores foi um dos aspectos que mais marcou os portugueses presentes no 10.º Congresso das Escolas Católicas, que decorreu na cidade espanhola de Toledo entre 26 e 28 de Novembro.
Muitas das congregações, a quem pertencem a maior parte daqueles estabelecimentos de ensino, vão deixar de contar com as vocações religiosas que têm neste momento, pelo que terão que entregar a administração dos colégios aos leigos, explicou o coordenador do núcleo das escolas católicas de Coimbra, Jorge Cotovio.
Durante o encontro, os cerca de 700 participantes, maioritariamente espanhóis, reflectiram sobre a dupla dimensão da escola católica: "ensinar bem" e ser "fiel à identidade do evangelho de Jesus Cristo".
Os delegados portugueses aproveitaram a ocasião para se inteirarem do modo como o congresso foi realizado e para conhecerem a "organização bem montada" das escolas espanholas, recolhendo pistas que, de acordo com o docente, "vão ser muito úteis".
Unir tecnologia e relações pessoais
Um dos objectivos do encontro - dedicado ao tema «Uma escola com visão» - consistiu na apresentação das competências a desenvolver por alunos e professores. O investimento nas tecnologias de informação e o reforço das relações entre docentes e estudantes constituem as duas principais linhas de acção.
"Temos que utilizar metodologias activas", indo ao encontro "do aluno que já nasceu no século XXI", considerou o director-adjunto do Colégio de São Teotónio, em Coimbra. "O paradigma do livro tem que ser gradualmente articulado com a Internet", exemplificou o responsável.
As intervenções "de grande qualidade" proferidas no congresso apelaram à "criatividade e à inovação", insistindo na certeza de que a escola católica deve viver na "inquietude" e "não se pode acomodar".
A transmissão da mensagem cristã, por seu lado, exige a criação de "relações pessoais fortes" entre professores e alunos e no interior de toda a comunidade educativa, dado que elas "são um aspecto extremamente importante na educação do século XXI", observou Jorge Cotovio.
Os docentes têm igualmente que "personalizar a pedagogia", atendendo ao ritmo próprio de cada educando.
A promoção de atitudes "evangélicas", como a "alegria, a amizade, o entusiasmo e o fortalecimento do valor da vida", é outra das prioridades da escola católica. "Os nossos alunos também são afectados pela crise dos pais, e não pode haver desânimo", sublinhou o docente.
"Os valores cristãos são os mesmos de sempre, mas temos que ter a habilidade de os fazer passar, adaptando a sua transmissão aos tempos modernos; mas esse é um desafio permanente da escola católica e da própria Igreja", referiu Jorge Cotovio.
O congresso reuniu cerca de 700 pessoas, incluindo uma representação da Fundação Secretariado Nacional da Educação Cristã, através do Departamento das Escolas Católicas. A capacidade do auditório inviabilizou a presença de três centenas de interessados, entre portugueses e espanhóis, que haviam manifestado o interesse em participar no encontro.
Webmaster|2009-12-01|09:00:10
CAD prepara o Natal com "Next"
O colégio do Amor de Deus, de Cascais, organiza, para os seus alunos, e durante o advento, uma preparação do natal intitulada "Next".
A equipa de pastoral "propões "fazer companhia" aos alunos para irem ao "encontro do outro e dos outros. NEXT!"
O objectivo do programa é "partilhar com os outros, a exemplo de Jerónimo Usera, aquela Luz que só entrará na tua casa se tu abrires bem as portas dos teus olhos, os teus ouvidos, o teu coração...; aquela que se recebe como uma prenda e que por sua vez se oferece, aquela que nunca se apaga, aquela que ilumina uma vida toda, aquela que tem um nome: Jesus Cristo."
Ao longo destas quatro semanas o CAD propõe-se "utilizar alguns sinais que nos fazem despertar para o outro. É importante saber estar atento, porque as coisas visíveis são passageiras, as invisíveis são eternas. Todas as semanas somos convidados e partilhar em toda a rede as nossas meditações, reflexões, desafios. Para isso deverás aceder a
http://www.facebook.com/pastoralcad.
Chegou o tempo do Advento... Anima-te Igreja, ele está para chegar!"
A equipa do CAD apresenta alguns subsidios para este tempo.
Webmaster|2009-11-25|15:56:07
Escola com visão é o tema do X Congresso de Escolas Católicas
O tema escolhido para este ano é, no entender do director do X Congresso de Escolas Católicas, Carlos Ruiz Fernández a forma de "expressar que os Centros de Escolas Católicas tem uma visão de futuro e não se conformam com um olhar fechado sobre o presente". Para este responsável as Escolas católicas "analisam, estudam e pensam o amanhã", uma vez que "os nossos alunos estarão conectados com a sociedade de amanhã".
Programa
Ao longo dos três dias são esperadas muitas intervenções de conhecidos profissionais de prestígio que vão colocar " as suas propostas, experiências e projectos" de modo a "aprofundar e desenhar o futuro da Escola Católica.
Entre os conferencistas contam-se nomes como o de Ángel Gabilondo Pujol, ministro da educação espanhol, D. Antonio María Rouco Varela, Presidente da Conferencia Episcopal Espanhola, Elena Martín Ortega, doutorada em psicologia e professora titular da faculdade de Psicologia da universidade autónoma de Madrid e Jaime Mayor Oreja, eurodeputado do partido Popular espanhol e Ex-ministro do Interior entre outros.
Para Carlos Ruiz Fernández pretende-se com este programa "preparar convenientemente a Escola Católica para o futuro" permitindo "ler com uma chave cristã a sociedade do futuro, propor competências que serão necessárias para os alunos no seu amanhã, situar a Escola católica num mundo marcado pela pluralidade religiosa" e traçar " os rasgos que distinguirão os líderes e as organizações com visão no mundo".
Comité de Honra
Ao fim de dez edições Carlos Ruiz Fernández considera que se adquiriu já "uma larga experiência com as anteriores edições" quer pela "excelente resposta ao nível das assistências quer ao nível dos conferencistas" fazendo deste X Congresso um doa mais "importantes do mundo em matéria de educação".
A isso não será, por certo, indiferente o facto de a Comissão de Honra desta X Edição ser constituída pelos Reis de Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, presidente do Governo Espanhol, Ángel Gabilondo Pujol, Ministro da Educação, D. Antonio María Rouco Varela, presidentes da Conferência Episcopal Espanhola, Gerardo Díaz Ferrán, Presidente da CEOE, Ilma. Sra. Dª. Carmen Maestro Martín, presidente do conselho Escolar do Estado Espanhol, Inmaculada Tuset Garín, presidente das Escolas católicas e Lorenzo Peñasco Cervigón, presidente das Escolas católicas da província de Castilla-La Mancha.
Portugueses Presentes no X Congresso
Convidados pela organização a fundação Secretariado nacional da Educação Cristã, através do Departamento das Escolas Católicas vai estar representado pela irmã Isabel Vaz, directora do Colégio Amor de Deus, Maria Adelaide da Costa Moreira, directora do Colégio de S. José de Bairros e Jorge Cotovio, responsável pelo NEC (Núcleo das escolas católicas de Coimbra).
Consulte todo o programa aqui
Webmaster|2009-10-23|15:33:23
Documentos para download:
Externato de Penafirme: ensino oficial e educação católica
O Externato de Penafirme é uma escola católica inserida institucionalmente no Patriarcado de Lisboa, frequentada por 1900 alunos provenientes dos três freguesias litorais do concelho de Torres Vedras.
Trata-se de um estabelecimento de ensino oficial, gratuito, público, mas não estatal, reconhecida por um contrato de associação que este escola mantém com o Ministério da Educação. Desta parceria resulta uma comunidade escolar com características e projecto educativo privado mas que todos podem frequentar gratuitamente.
Na direcção da escola está o Pe. Alfredo Cerca, um sacerdote que há 24 anos assumiu esta missão e que entende o seu trabalho como verdadeiro trabalho pastoral. No entanto assinala o seu desejo de ter mais autonomia e liberdade pedagógica. "Seria desejável que pudéssemos dar plena oportunidade ao desenrolar de um projecto educativo assumidamente cristão", indica em declarações ao Programa 70 x 7.
Mas essa é uma realidade que nem as escolas com pagam propinas conseguem atingir, "porque estamos muito condicionados com o que determina o Ministério da Educação, quer em termos curriculares como programáticos", acrescenta o Director.
De acordo com as determinações oficiais para o ensino público, o Externato de Penafirme sabe propor e cativar a comunidade educativa para um humanismo com valores e uma existência plena de sentido.
Proposta cristã livre
A proposta cristã é apresentada na relação entre professores e os alunos, nos temas que na sala de aula convidam a olhar a realidade com outros olhos e com outros valores, nas competências científicas e curriculares conjugadas com a ética, na solidariedade e na sensibilidade que desafia o jovem aluno.
Rita, aluna no Externato de Penafirme elege neste estabelecimento de ensino a relação com os alunos e os professores, para além da boa organização. Outro aluno, o Sandro, frisa o "sentido de família entre alunos e professores".
Uma das vertentes do projecto educativo concretiza-se nas aulas de Educação Moral e Religiosa Católica. Bernardino Afonso é um dos docentes que no Externato de Penafirme tem por missão levar os alunos a reflectir na proposta cristã, convidando-os a olhar dimensões da existência que passam despercebidas.
"Nesta tarefa o professor tem de ir ao encontro dos anseios e expectativas dos jovens que tem pela frente". O esforço para uma linguagem compreensível é indicado pelo professor que, a partir da linguagem simples, joga "com a simbologia da vida".
Para além do programa curricular, O Externato de Penafirme propõe também a participação em acções solidárias, em celebrações da fé e trabalho de ajuda a quem mais necessita. Mas apenas para quem quer e está disposto a viver a sua fé no meio escolar. A existência do movimento XOTO é uma ponte para a evangelização e para envolver os alunos em acções de solidariedade. As suas acções estendem-se ao acolhimento dos sem-abrigo de Lisboa ou até mesmo ao voluntariado na casa da Idanha. "São acções que permitem compreender a necessidade da solidariedade, da partilha e do desassossego", explica o Director da escola.
Na base do projecto educativo da escola está a sólida formação científica e humana dos jovens que dentro em breve serão a população activa da sociedade. O lema que o Externato propõe para o ano lectivo que começa é «Uma vida com projecto, um projecto para a vida com os outros».
A reflexão sobre este lema tem-se revelado "desafiadora", indica o Pe. Alfredo Cerca. "É um lema que leva as pessoas a reflectir que a vida se constrói no dia a dia. E os jovens precisam hoje preparar o seu futuro, perceber que a escola é um local de trabalho, de aprendizagem e onde eles podem aprendem as ferramentas para insistirem na sua caminhada humanizante".
Para dotar os alunos de competências profissionais mais também humanas o programa educativo insiste em dar ferramentas para a vida, chaves que possibilitam a abertura de um futuro mais promissor.
Investir no ensino profissional
A par do Externato onde é ministrado o ensino secundário, existe também uma escola profissional com cursos técnicos e profissionais para quem não se sente vocacionado para o ensino regular.
António Esteveira, Director Pedagógico da Escola Profissional, aponta um caminho de crescimento com base na "procura de profissões com empregabilidade e com alta tecnologia no mercado". Hotelaria e Turismo é um dos casos, tendo sido o primeiro curso a ser criado. A escola dá os primeiros passos na área da saúde com o curso Óptica Ocular e ainda na área de energias com o curso de Energias Renováveis.
"O objectivo é alargar a oferta para que as pessoas tenham mais oportunidades, possibilitando a conclusão do ensino secundário por mais pessoas através de cursos com empregabilidade no mercado de trabalho e apostar em áreas onde a oferta seja reduzida", indica António Esteveira.
Esta é uma aposta que se tem mostrado ganha pelos casos de empenho e sucesso profissionais.
Na cozinha o trabalho dos estudantes do último ano da sua formação acontece sob o olhar atento de Marlene Vieira, monitora de cozinha internacional e chefe de cozinha numa unidade hoteleira de cinco estrelas da região Oeste. A sua principal tarefa é transformar os jovens, na sua maioria inexperientes, em competentes e criativos profissionais da culinária. Uma tarefa que não é fácil porque "muitos não têm qualquer experiência. A primeira fase é complicada", regista a monitora, recordando os ensinamentos de como pegar uma faca e, simplesmente, descascar uma batata.
"Os primeiros dois anos são complicados mas no terceiro ano já trabalham com facilidade. Acaba por ser uma tarefa gratificante".
Ao período que para muitos significa abandono escolar o Externato responde com o convite para uma formação profissional onde não faltam saídas e oportunidades. Os alunos estão conscientes que o sucesso depende do seu profissionalismo e da sua criatividade.
A aluna Patrícia explica que cozinhar todos cozinham mas "cada cozinheiro tem o seu segredo". A originalidade é um dever em todos os procedimentos culinários e a actualização um caminho constante, sugere.
Nuno Silva é um cozinheiro habitual em sua casa, por isso, na escola, está mais à vontade. Habituado às tarefas rotineiras prefere "criar novos pratos".
Os futuros cozinheiros têm ainda a possibilidade de executar parcerias com outros alunos da variante de restauração e bar onde podem aperfeiçoar as técnicas que lhes permite exercer um serviço com delicadeza e competência de um profissional.
O formador do curso de restauração e bar, Michael Paradela, explica a insistência na profissionalização. "Dinamismo, rectidão, capacidade de aprendizagem, simpatia com o cliente e prestar um serviço de excelência", são fundamentais segundo o formador.
Sara Arruda quer atingir o patamar de qualidade que lhe permita exercer a profissão em espaços de requinte e atingir a realização. "Cuidado com a imagem da mesa, saber se nada falta, prestar atenção ao cliente", são tarefas que esta aluna leva a sério.
Fábio Miranda descobriu na área de Bar e Restaurante a realização que não encontrou na Cozinha. "O contacto com os clientes ajudou-me a perceber o que queria", explica.
A formadora Marlene aponta uma reacção imediata nos alunos. "Recebemos imediatamente a gratificação dos alunos, expresso na sua vontade de melhorar e estar na cozinha".
Porque educar é ajudar a crescer e a ver o mundo de forma válida, a Igreja está também presente nesta área. A escola, sem imposição de credos ou doutrinas, apresenta os valores, a ética, o humanismo como itinerário de crescimento.
Veja o especial "Educação Católica" do programa 70x7 disponível na Agência Ecclesia
Webmaster|2009-10-04|18:15:32|Escola Católica
Conclusões do Seminário Escolas Católicas
É necessário investir na "formação dos leigos e dos directores das escolas" e reler, no tempo presente, "os documentos sobre a Educação Católica".
As palavras são de Etienne Verhack, Secretário Geral do Comité Europeu das Escolas Católicas, no final do "Seminário Escolas católicas" que decorreu em Coimbra de 1 a 3 de Setembro.
A importância da Internet
No encontro Etienne Verhack recordou a necessidade de investir na "internet" como forma válida de formação e lembrou as várias Universidades Católicas Europeias que apresentam já sítios na Web válidos para os estudantes e professores. O Secretário Geral do Comité Europeu das Escolas Católicas acredita que é "necessário" fornecer, "nos diferentes sítios de Web de módulos de formação específica de nível religioso e dispor de informação geral a nível religioso".
Ser Católico: Valor e identidade
Para este responsável europeu a Escola Católica deve ser um lugar onde se "evangeliza" sempre no respeito pela diversidade de origem dos alunos recordando o número crescente de alunos que sendo islâmicos recorrem às escolas católicas porque os seus pais acreditam que nelas " se fala de Deus e valores válidos para a sua vida". Para Etienne Verhack este dado torna-se importante e fundante de uma escola de excelência uma vez que os pais tendo outras opções válidas de ensino preferem as escolas católicas pela "sua identidade" sendo por isso necessário "voltar às fontes" e fazer "um regresso claro às origens do ensino católico".
Escolas Católicas: Lugar de oportunidade para todos
Durante a sua intervenção o Secretário Geral do Comité Europeu das Escolas Católicas congratulou-se pelo facto das escolas católicas europeias "evitarem a instrumentalização da União Europeia baseada em objectivos meramente económicos e baseada na selecção dos melhores". Para Etienne Verhack a Escola Católica tem de continuar a ser "sinal claro, através do seu projecto educativo" de uma instituição onde cada "aluno é tratado como pessoa e onde todos, ricos e pobres, têm lugar e oportunidade" através de uma "aprendizagem pessoal".
O papel dos Educadores
Na parte final da sua intervenção Etienne Verhack lembrou a "transmissão da fé" como uma das "tarefas mais importantes dos educadores" e afirmou que não "basta serem testemunho" uma vez que é necessário serem "testemunho, especialista e moderador educativo".
Etienne Verhack recordou ainda o papel "insubstituível dos pais" na formação e educação dos filhos recordando as boas práticas "existentes em alguns países europeus" e que originaram "a criação de uma escola de pais"
No final o Secretário Geral do Comité Europeu das Escolas Católicas recordou os presentes de que a escola católica na Europa não é algo de "monolítico" e que apresenta diferentes "sistemas de ensino e de educação católica" sendo esta diversidade um dom mas também "um desafio com novas oportunidades".
Webmaster|2009-09-17|11:37:31




